Jornalista que furou blitz e atingiu agente do DER ‘ficou nervoso e perdeu controle’, diz defesa

O advogado Mauro Pires também confirmou que o jornalista foi autuado por ter dirigido após ingerir bebida alcoólica e por lesão corporal culposa – quando não há intenção de cometer o crime, as informações são do G1.

A defesa do jornalista Paulo Vitor Gomes dos Santos, de 32 anos, preso na madrugada deste domingo (23) depois de furar uma blitz do DER e atingir um agente de trânsito, afirmou que o acidente só ocorreu porque o cliente “ficou nervoso e perdeu o controle do veículo”.

“Em razão do pequeno potencial ofensivo da infração, será imposta uma fiança e ele responderá ao processo em liberdade, visto que não tem antecedentes criminais, tem residência fixa, trabalho regular e é primário”, disse.

Ainda de acordo com a defesa, Paulo Vitor vai sofrer um processo administrativo no Detran para suspender a habilitação dele.

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Até a publicação desta reportagem, o jornalista permanecia preso na carceragem da sede da Polícia Civil, no Parque da Cidade. A audiência de custódia para avaliar se ele vai continuar preso ou se pode responder em liberdade está marcada para a manhã desta segunda (24).

Blitz

De acordo com o DER, a fiscalização havia sido montada na Epia Sul, próximo ao Park Shopping no sentido SIA. O caso ocorreu por volta das 2h.

O jornalista foi levado ao hospital com escoriações e “queixando-se de dor no tórax”. Aos agentes do DER, ele negou que estivesse em alta velocidade e disse que não enxergou a cama de faquir.

Entre os demais envolvidos no acidente, um homem de 33 anos foi identificado com escoriações na perna direita. Outros três homens e duas mulheres, que estavam nos carros atingidos, não sofreram qualquer tipo de ferimento, segundo o DER.

O Corpo de Bombeiros informou ter deslocado seis carros e 22 militares para a ocorrência.

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Lei Seca

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, o condutor flagrado dirigindo sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência comete uma infração gravíssima.

Atualmente, a multa gravíssima é de R$ 293,47, mas a nova Lei Seca multiplica esse valor por 10, chegando a R$ 2.934,70.

Além da punição no bolso, o motorista tem a CNH recolhida e responde a um processo administrativo que leva a suspensão do direito de dirigir por 12 meses – depois de todos os recursos possíveis. O veículo também é retido até que um outro condutor habilitado se apresente.

Se o motorista for flagrado novamente dirigindo embriagado dentro de um ano, a multa será dobrada, para R$ 5.869,40, e a CNH pode ser cassada.

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