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Novo golpe mira clientes de empresa de tevê a cabo no Distrito Federal

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Após a instalação dos equipamentos, golpistas têm ligado para a casa dos clientes e pedindo o pagamento de taxas por meio do cartão de crédito

Andrezza Oliveira logo suspeitou quando recebeu uma ligação com DDD de São Paulo. Do outro lado da linha, uma mulher se identificou como funcionária da empresa que havia acabado de instalar um provedor de internet na casa da moradora de Águas Claras e disse ser preciso “autenticar” o serviço por meio do cartão de crédito. Andrezza logo desconfiou de que se tratava de um golpe. E era mesmo.
A cliente não repassou os dados do cartão e, em seguida, procurou o serviço de atendimento da NET, empresa que havia acabado de contratar, confirmando suas suspeitas. Mas o que mais intrigou Andrezza foi o fato de a golpista ter conhecimento tanto da instalação do serviço quanto dos seus dados pessoais. “Como eles detêm diversos dados, acaba parecendo algo confiável”, alerta.
A auxiliar de parlamentar decidiu, então, compartilhar o caso nas redes sociais para alertar outras pessoas, e se surpreendeu com a repercussão. Nos comentários da publicação, dezenas de relatos semelhantes mostraram que o golpe vem sendo aplicado com frequência no Distrito Federal.
Empresa contratatada pelas vítimas da tentativa de golpe, a NET lembra, por meio de nota, que ações criminosas desse tipo afetam várias prestadoras de serviços nas mais diversas modalidades e ressalta que nunca entra em contato com clientes para solicitar dados de cartão de crédito. “A NET reitera que dispõe de sistemas de segurança e monitoramento, com o objetivo de coibir qualquer tipo de ação fraudulenta. Em caso de dúvida, orienta a entrar em contato com a Central de Relacionamento, pelo número 10621”, completa a companhia.

Características do golpe

A diretora da Divisão de Repressão à Fraude e Defraudações (DIFRAUDES/CORF), da Polícia Civil do Distrito Federal, Isabel Morais, alerta que esse tipo de crime tem características muito claras. “Normalmente, eles solicitam um adiantamento, um depósito prévio a título de várias coisas, como pagamento de imposto e sinal de entrada. Esse pagamento de caução já é um indício. Se esse pagamento tiver que ser feito em uma conta de pessoa física, as chances de ser um golpe aumentam ainda mais”, alertou.
Isabel orienta ainda que os clientes sempre procurem checar os procedimentos da empresa, evitem realizar contratações ou pagamentos via telefone e tentem, ao máximo, resolver todos os tipos de serviço no endereço físico da empresa.
Previsto no Código Penal, o estelionato é uma prática comum e aplicada frequentemente pelo telefone. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), entre janeiro e maio deste ano, foram registradas 4.457 ocorrências de estelionato em todo o DF. No mesmo período de 2017, foram 5.982 casos.
Silvana Silva 
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