Seca é a grande vilã da saúde nessa época; veja como prevenir doenças

Acordar e se cobrir da cabeça aos pés para mais tarde tirar todos os agasalhos por conta do sol forte na cabeça. Essa rotina o brasiliense conhece bem: é o inverno na capital.

A grande variação de temperatura ao longo do dia se dá pela falta de formação de nuvens, o que faz com que tanto o calor quanto o frio não tenham barreiras para se propagarem. A época do ano também é considerada a recordistas das gripes e doenças respiratórias. Mas ao contrário do que muitos pensam, o grande vilão não é o frio das madrugadas, mas a seca, que deve permanecer por muito tempo.

Não chove no Distrito Federal há 69 dias e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) não prevê precipitação nos próximos 15 dias. O tempo seco se mantém em todo agosto, ainda segundo o órgão. “Neste fim de semana, a massa de ar seco deve intensificar, com a umidade chegando a 20%. A partir desse percentual é declarado estado de alerta”, diz a meteorologista Naiane Araújo, do Inmet.

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“A umidade abaixa, o ar fica seco e o vírus se prolifera com mais facilidade. Como o tempo fica frio, as pessoas tendem a se aglomerar mais em ambientes fechados, o que facilita a transmissão da doença. Sem as chuvas, a poluição fica mais concentrada e prejudica o sistema respiratório”, explica a médica pneumologista Géssica Moreira Gomes, do Instituto Brasiliense de Otorrinolaringologia (Iborl).

Influenza

É nesta época do ano que a gripe se manifesta com maior intensidade e, se agravada, pode causar doenças respiratórias decorrentes do vírus Influenza. Até ontem haviam sido confirmadas 14 mortes por vírus respiratório em moradores do DF neste ano. Para prevenir a doença, a campanha nacional de vacinação imunizou 705.788 pessoas, o que corresponde a 99,83% de cobertura do público-alvo. Com exceção das crianças e gestantes, os demais grupos alcançaram a meta de vacinação, que é de 90%.

Além da vacinação, outras medidas devem ser tomadas para prevenir a gripe. A recomendação do Ministério da Saúde é higienizar as mãos; evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies potencialmente contaminadas; além de manter hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física. As pessoas com síndrome gripal devem evitar contato direto com outros.

A família Moraes é de Macapá, mas vem para Brasília todas as férias para visitar os parentes. Mesmo com a mudança de clima, as crianças raramente gripam. Para o biólogo Michel, o pai da família, a prevenção é a fórmula. “Mantemos uma rotina saudável. É vitamina C todos os dias, sempre levamos lenços umedecidos para higienizar as mãos depois de brincar no parquinho e temos os remédios a postos para quando aparecer algum sintoma”, explicou Michel. “E a gente bebe muita água!”, completou Matheus, 7 anos.

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Pele

Outra grande prejudicada com a variação de temperaturas e com a seca é a pele. Para começar a rotina de cuidados, o protetor solar deve ser um aliado, afirma a dermatologista Fernanda Seabra, da Aliança Instituto de Oncologia. “Além de proteger a nossa pele dos efeitos adversos dos raios ultravioletas, principalmente o câncer de pele, o protetor solar age também contra o ressecamento”. É necessário, também, passar hidratantes com a pele ainda úmida e evitar banhos muito quentes.

Bruna Lima
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