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Rollemberg acredita que saída de Frejat ajuda, e muito, sua reeleição

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O governador Rodrigo Rollemberg telefonou ao ex-secretário Jofran Frejat, seu adversário no segundo turno da eleição passada, para manifestar sua solidariedade no episódio que o levou a abandonar a candidatura

Rollemberg evitou fazer ele próprio uma avaliação do que muda no quadro eleitoral com a saída de Frejat, mas acredita que foi beneficiado, e muito, de acordo com a sua avaliação e a de sua equipe.

Para o time do Palácio do Buriti, uma série de fatores favorece o projeto de reeleição após a saída de Frejat. O ex-secretário de Saúde estava à frente em todas as pesquisas e não há herdeiros claros desses votos. Além disso, tem nome respeitável. Nada consta contra ele, inclusive no plano judicial, o que constitui quase uma raridade entre os candidatos a governador deste ano – o Buriti lembra, é claro, que também não há denúncias contra o próprio Rollemberg.

Essa questão dos pontos fracos na biografia é fundamental na eleição. Em uma campanha, encontrar as vulnerabilidades dos adversários é um dos primeiros componentes de qualquer estratégia. O time do Buriti lembra que o próprio Rogério Rosso, que pode assumir a candidatura pela Aliança Alternativa e credenciar-se a herdar parte do espólio de Frejat, foi citado na Operação Panathinaiko. Esse ponto, para a equipe de Rollemberg, torna-se crucial. Uma coisa é atacar os aliados do candidato, como se fazia com Frejat, outra é atacar o próprio candidato.

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Não resta dúvida, de qualquer forma, que vem aí um novo arranjo político-eleitoral. Ainda não está claro quem assumirá a vaga de Frejat nessa chapa, mas dificilmente o conjunto de forças que apoia o ex-secretário poderá migrar para uma candidatura como a da Aliança Alternativa, seja o deputado Rogério Rosso, seja o também deputado Izalci Lucas, o tucano já lançado. Não haveria combinação possível. E não se sabe se o sucessor de Frejat nas preferências desse grupo – entre os citados estavam o deputado Alberto Fraga, o ex-vice Tadeu Filippelli e o advogado Ibaneis Rocha – conseguirá herdar a totalidade dos votos do antigo candidato.

Um problema adicional é que qualquer mexida nas candidaturas já lançadas terá efeito também sobre as chapas proporcionais, no fundo as que mais interessam aos partidos. Exemplo é o vácuo que será deixado na chapa da Aliança Alternativa caso Rosso vá mesmo para a majoritária. Ele se credenciava a receber uns 100 mil votos. Sem eles, a chapa se vê ameaçada de sequer atingir o quociente eleitoral. Esse jogo tende a minar as alianças.

Sim, a ex-deputada Eliana Pedrosa pode se beneficiar de uma parcela desses votos e até faturar com a migração de partidos. Mas o Buriti também espera se beneficiar com isso. Soou muito bem por lá a constatação do presidente regional do PDT, George Michel, de que o jogo está zerado. O próprio PDT poderá cair nos braços do Buriti. E logo. Afinal, até a sexta-feira o PSB nacional deve formalizar apoio ao pedetista Ciro Gomes, que lançará sua candidatura ao Planalto nesse dia. Isso terá repercussão nas coligações regionais.

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