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Jofran Frejat: o encontro da discórdia

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Jofran Frejat
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“Eu não vou vender minha alma”

Por Mino Pedrosa

Em 2014 o então candidato a principal cadeira do Palácio do Buriti, Jofran Frejat (PR-DF), vendeu e entregou a alma para os “diabos” e, ainda assim, perdeu as eleições para o atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O motivo! a candidatura de última hora em um curto tempo de campanha. O saldo? Ganhou a notoriedade avalizada pelos “diabos”. Agora, em 2018 os “diabos” lançaram Frejat novamente. O que acontece é que dessa vez a notoriedade foi consolidada e Frejat disparou na frente. Porém, se recusa a entregar a alma: “Parece que algumas pessoas têm pacto com o Diabo. Eu não vou vender minha alma”. Esbraveja Frejat.  A verdade é que Frejat não quer entregar a alma, vendida desde 2014.

Na última quinta-feira (12) na mansão do empresário, José Celso Gontijo, integrante da ORCRIM, denunciada na Caixa de Pandora, Arruda convocou Jofran Frejat para uma reunião a fim de dar um ultimato na formação da chapa. Curioso para Frejat foi a presença do diretor presidente do Jornal Correio Braziliense, Álvaro Teixeira da Costa, que participou da reunião convidado também por Arruda para trocar o apoio dos Diários Associados por um cheque em branco num eventual governo de Frejat. Já que o Correio Braziliense encontra-se a caminho da falência. Arruda não parou por aí. Telefonou para o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB-GO), colocando-o ao telefone para pressionar o bom velhinho e escantear Nelson Tadeu Filippelli (MDB-DF), que tem a prioridade na indicação do vice. Frejat se sentiu em pântano de areia movediça. Ouviu com atenção e se surpreendeu com a imposição de Arruda tentando empurrar goela abaixo o tucano Izalci Lucas (PSDB-DF) como vice.

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Frejat então saiu da reunião decidido em desistir da campanha. Deu entrevistas para a mídia dizendo que não aguentava mais a pressão e que passaria o final de semana refletindo para decidir se vale a pena continuar nessas condições. A queda de braço entre Arruda e Filippelli vinha se arrastando desde a filiação de Ibaneis Rocha no MDB, que chegou com a promessa de aportar vinte milhões de Reais para ajudar a bancar as despesas de campanha. Nos bastidores Filippelli revela para o núcleo da campanha que Arruda teria mandado um emissário para pedir cinco milhões a Ibaneis fora da contabilidade.

Leia também:  Quero todos fazendo cobranças, diz Ibaneis sobre gestão

Não se sabe por que nesta sexta-feira (13), Arruda depois de um encontro na fazenda com Marconi Perillo em Goiás, resolveu bancar Izalci Lucas, de vice na chapa de Frejat. Talvez seja os cinco milhões de Reais não contabilizados de Ibaneis que não chegaram. Ou uma estratégia de Arruda para forçar Frejat à candidatura para o Senado e entregar o PR para a chapa de Izalci, colocando Flávia Arruda como vice. Enfim, tudo será decidido na tarde desta terça-feira (17), quando o presidente nacional do PR, Waldemar da Costa Neto, chega a Brasília para pôr um ponto final nessa história. Diante desta situação se Frejat der continuidade a sua candidatura pelo PR com o apoio de Arruda, estará sacramentado a entrega da alma.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Pedro

    17/07/2018 at 00:36

    Como o povo nao enxerga que estes coronéis de Filipeli e Arruda já contabilizam milhões,mesmo sem ter ganho as eleições.
    Se ganharem estarão a serviço do crime
    Chega Brasília de eleger bandidos!

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