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Médica é suspeita de matar o filho na Asa Sul

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 O que realmente aconteceu ainda é mistério.

A médica suspeita de ter matado o filho de 3 anos com suposta overdose de medicamentos controlados teria depressão, segundo quem a conhecia. Funcionária da Secretaria de Saúde, ela é lotada no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e atua em Sobradinho. Nas últimas semanas, ela teria ficado mais reclusa. O amor pelo filho era evidente, segundo vizinhos e conhecidos. O que realmente aconteceu ainda é mistério.

A mulher ainda tentou tirar a própria vida. Com ferimentos nos pulsos e no pescoço. Na janela do banheiro ensanguentado, uma camisa infantil da seleção brasileira está pendurada e a luz, ainda acesa. Nesta quinta-feira (28), ninguém esteve no apartamento, dividido por filho, mãe e avó. O local foi periciado pela Polícia Civil na noite do ocorrido.

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Funcionários que trabalham no bloco da família, na 210 Sul, contaram que o menino e a avó brincavam no pilotis do prédio horas antes do ocorrido. “Ele era brincalhão, alegre, esperto. A mãe era tranquila. Ela e a vó faziam tudo pelo menino, amavam demais, cuidavam demais. Não tem como entender o que aconteceu”, conta uma mulher, que pediu para não ser identificada.

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Muito próxima da avó da criança, a funcionária relata que, há cerca de duas semanas, houve tentativa de internar a suspeita do crime. “Ela já não descia mais, só para trabalhar. A mãe dela veio de Goiânia para ajudar a cuidar da criança e nem queria viajar para não deixar a filha sozinha, porque estava doente”, diz.

Camisa da seleção brasileira pendurada em janela. Foto: João Stangherlin/Jornal de Brasília

Testemunha relata socorro

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Morador do 3º andar do prédio, o aposentado Gilberto Santos, 55 anos, foi surpreendido pela campainha e pedidos de socorro no fim da tarde de quarta-feira (27). “Quando desci na portaria, a vi ensanguentada”, conta. Ele e o subsíndico levaram mulher e criança para o hospital no carro da própria médica. “Pegamos o menino no quarto, e parecia que ele estava dormindo. Não tinha nada de anormal, só no banheiro, onde havia muito sangue. Peguei ele no colo e fomos buscar socorro”, relata.

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A notícia da morte do menino chegou por volta das 20h. “Tentaram reanimar, mas vi quando os médicos deram a notícia. Agora estamos esperando por informações do sepultamento da criança”, diz. Gilberto não tinha intimidade com a médica. A conhecia de vista.

Remédio e mamadeira

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Ao lado da criança, foram encontradas uma mamadeira e remédios de uso controlado. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), mas não resistiu. A mulher ainda tentou tirar a própria vida. Com ferimentos nos pulsos e no pescoço, ela foi internada no Instituto Hospital de Base (IHBDF).

O pedido de socorro foi feito às 17h37 de quarta-feira (27), na 210 Sul, onde a família mora. A 1ª Delegacia de Polícia Civil, na Asa Sul, investiga o caso como homicídio e tentativa de suicídio. Segundo o boletim de ocorrência, a suspeita está sob supervisão e custódia da corporação na ala psiquiátrica “devido ao quadro de provável surto que desencadeou os fatos”. Uma coletiva de imprensa foi convocada para a tarde desta quinta-feira.

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A mulher, de 34 anos, se graduou em medicina pela Universidade de Brasília e fez residência em pediatria pelo Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). Em 2012, ela foi aprovada no concurso da Secretaria de Saúde para a área de clínica médica. No ano seguinte, foi convocada para atuar no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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Procurada pelo Jornal de Brasília, a Secretaria de Saúde informou que, a pedido da família, não divulgará informações sobre o caso.

Jéssica Antunes
Jornal de Brasília

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