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Grupo que furtava combustível lucrou o dobro na greve dos caminhoneiros

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A investigação da Operação Diesel começou há dois meses, quando o dono da companhia encontrou um lacre do caminhão rompido e denunciou às autoridades. Apenas em uma semana, os criminosos chegavam a furtar 700 litros dos caminhões-tanque.

A Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais da Polícia Civil (Corpatri/PCDF) prendeu na manhã desta sexta-feira (8) quatro membros de uma associação criminosa que furtava combustível de uma transportadora. Todos eram funcionários da empresa, localizada no Guará.

De acordo com o delegado da Corpatri, André Luis Oliveira, a transportadora era responsável por entregar diferentes combustíveis para todo o DF e também na Região Metropolitana. Os caminhões-tanque usados para as entregas comportam cerca de 15 mil litros. “Os verdadeiros prejudicados eram os clientes da transportadora, que pagavam por uma quantidade e recebiam menos do que o combinado”, explica.

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Foto: Breno Esaki/Jornal de Brasília

Oliveira esclarece como os furtos aconteciam. “Todo caminhão-tanque recebe um lacre com um número de registro durante a entrega. Esse número é o mesmo que está na nota fiscal do comprador. Por isso, muitos dos clientes nem percebiam a menor quantidade de combustível, já que só conferiam o registro do lacre”, comenta.

O líder do grupo se aproveitava da confiança que tinha na transportadora e furtava um pacote com vários lacres, sem registro, no depósito da empresa. Eles eram repassados aos demais membros.

Foto: Divulgação/PCDF

Quando iam fazer uma entrega, os criminosos saíam do depósito com o lacre em branco. Então, paravam o caminhão em um determinado ponto, retiravam o lacre e subtraíam cerca de 100 litros de combustível dos caminhões. Depois disso, colocavam o lacre original, com registro, de volta no caminhão e realizavam a entrega normalmente. De pouco em pouco, a Polícia Civil estima que a associação criminosa chegou a furtar 10 mil litros de combustível.

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Tudo era armazenado em galões de 20 litros, que eram repassados para receptadores. “Já conseguimos identificar um deles, que deverá ser indiciado em breve”, avisa o delegado. O galões que sobravam eram armazenados nas residências dos membros do grupo e chegavam a ser vendidos no varejo. As autoridades encontraram alguns dos galões durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.

Segundo Oliveira, não há como estimar um lucro dos criminosos, já que o preço de cada combustível era variado. “O que podemos dizer que os combustíveis, normalmente, eram vendidos a um preço abaixo do mercado. Mas na greve dos caminhoneiros eles lucrara o dobro, já que conseguiram revender tudo por um preço elevado”, expõe.

Ao todo, quatro homens foram presos. Fábio de Souza Costa, 37 anos, apontado como o líder do grupo, Alex Caetano de Sousa, 32, Francisco das Chagas Pereira, 38, e Leandro Ramos Batista, 27. Todos serão indiciados pelos crimes de furto qualificado, associação criminosa e crime contra a economia popular, já que armazenar gasolina em casa é proibido. As penas podem chegar a 16 anos.

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Matheus Venzi
Jornal de Brasília

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