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GDF diz ter ‘normalizado’ entrega de combustível aos postos

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Foram 4,8 milhões de litros distribuídos em 210 caminhões até as 17h. Gás de cozinha também voltou às prateleiras; aeroporto tem estoque para 24 horas

governo do Distrito Federal afirmou, na tarde desta quinta-feira (31), que a capital atingiu a “normalidade” na distribuição de gasolina, etanol e diesel para os postos de combustível. Até as 17h, pouco mais de 4,8 milhões de litros tinham saído das distribuidoras.

O número inclui 3,9 milhões de litros de gasolina, 193 mil litros de etanol e 754 mil litros de diesel. De acordo com o gabinete de crise, os valores correspondem à média de distribuição para os fins de semana e feriados.

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Mesmo assim, os postos da capital registraram filas durante todo o dia. Segundo a presidente do sindicato patronal dos postos (Sindicombustíveis-DF), Elisa Schimitt, em alguns estabelecimentos o combustível chegou pela manhã e, à tarde, já tinha acabado de novo.

“Os 4 milhões de litros são um pouco acima do ritmo normal, mas há uma demanda reprimida. A gente acredita que o fluxo só volta ao normal, para os motoristas, a partir de sábado [2].”

Chegou o álcool

Na quarta (30), a gasolina ficou retida nas distribuidoras porque faltava álcool anidro – um componente misturado ao combustível puro para baratear o litro na bomba. Daí, mesmo com estradas liberadas e caminhões a postos, a gasolina não circulou na capital.

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No fim do dia, apenas 2% dos postos ainda mantinham estoques capazes de atender aos motoristas nas filas quilométricas. Pouco antes da “pane seca”, veio o alívio: comboios abastecidos nas usinas goianas de Ipameri, Quirinópolis e Goianésia começaram a desembarcar o álcool nas distribuidoras.

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De acordo com os cálculos do governo, 2 milhões de litros do álcool anidro foram entregues no DF entre quarta e quinta. Eles são suficientes para formar até 10 milhões de litros de gasolina – o suficiente até o fim de semana, segundo o governo.

Até as 18h, 210 caminhões tinham saído das distribuidoras para abastecer os postos, de acordo com a Polícia Militar. A corporação chegou a escoltar alguns veículos para evitar confronto, mas não houve registro de manifestações no DF até as 19h.

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Chegou o gás

Ao longo da semana, o gás de cozinha também virou artigo de luxo no DF – na quarta, a maior parte das revendas já anunciava o fim dos estoques.

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Segundo o governo, 14 mil botijões foram entregues por uma única distribuidora em botijões domésticos, nesta quinta. A empresa também forneceu 60 toneladas a hospitais, asilos, presídios, abrigos e shoppings – nestes casos, o gás é vendido “a granel”.

Na sexta, o governo do DF espera mais 350 toneladas do gás de cozinha, vindos de outras três distribuidoras. O número inclui o gás armazenado em botijões e o disponível para os estabelecimentos comerciais.

O querosene chegou

Outro artigo que gerou preocupação na população do DF foi o querosene de aviação. O bloqueio de caminhões nas rodovias federais levou o Aeroporto Internacional de Brasília a adotar, nos últimos sete dias, contingenciamento no combustível fornecido às companhias.

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Até as 17h desta quinta, o terminal registrava 104 pousos e 95 decolagens, incluindo quatro procedimentos com atraso superior a 30 minutos. Dez voos que pousariam no DF foram cancelados mas, segundo o consórcio Inframérica, as mudanças não foram relacionadas à falta de combustível.

A reserva de querosene no aeroporto atingiu 1,4 milhão de litros no fim da tarde – volume suficiente para 24 horas de trabalho em ritmo normal. Apesar disso, o esquema de emergência, com fornecimento de “apenas” 5 mil litros para cada aeronave em solo, foi mantido.

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