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Maio Amarelo 2018 reforça movimento por segurança no trânsito

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Edição deste ano, lançada nesta quarta-feira (2), lembra que convivência civilizada nas ruas é responsabilidade de todos. Monumentos de Brasília, como o Palácio do Buriti, aderiram à campanha

Sob o tema Nós somos o trânsito, o Maio Amarelo 2018 mantém a tendência dos últimos anos de dialogar e dividir com os condutores de veículos a responsabilidade por uma convivência cordial e segura nas ruas, esquinas e semáforos do País.

A abertura da 8ª edição da campanha ocorreu nesta quarta-feira (2) no Complexo Cultural da República, em Brasília. Os principais monumentos públicos da capital, entre os quais o Palácio do Buriti, adotaram iluminação na cor amarela em apoio ao movimento.

Assim como em 2017, quando o tema foi Minha escolha faz a diferença, o deste ano também busca realçar a importância da participação coletiva em prol da segurança viária dos atores envolvidos: órgãos e agentes de fiscalização, motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

Para o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), Márcio Buzar, campanhas desse nível têm papel vital na conscientização coletiva.

“O processo de educação no trânsito é demorado, embora o pedestre e o condutor sejam as mesmas pessoas e experimentam os dois lados”Márcio Buzar, diretor-geral do DER-DF

“Percebo que o processo de educação no trânsito é demorado, embora o pedestre e o condutor sejam as mesmas pessoas e experimentam os dois lados, à direção e andando na rua. Mas não há outra saída que não seja pela educação”, observa.

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De acordo com o DER, o número de acidentes de trânsito com mortes vem caindo no DF. Em 2016, foram registrados 363. No ano passado, o número caiu para 243. No primeiro trimestre deste ano, foram notificados 80 casos – resultado preocupante, mas ainda inferior a 2016.

Programação para todo o DF

Algumas ações voltadas à mobilização e à participação coletiva estão previstas para o decorrer deste mês. São passeios ciclísticos, caravana motociclista e blitze de divulgação do Maio Amarelo, parceria do movimento com o Hemocentro de Brasília.

Haverá também desfile cívico em Águas Claras, no sábado (5). A Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional, a Catedral Metropolitana e o Palácio do Buriti estão entre os espaços públicos iluminados em alusão à campanha.

No Museu Nacional, a população que voltava para casa no fim da tarde desta quarta (2) pode presenciar as atividades voltadas para a divulgação do trabalho do DER-DF e do Detran-DF que ajudam a conscientizar a população.

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O advogado Luiz Gabriel dos Santos garante que não dirige alcoolizado e, quando bebe, passa o volante para a esposa. “Conheço várias pessoas que fazem o mesmo, seja recorrendo a aplicativos ou à carona solidária”, afirma. Ele aproveitou para fazer o teste do bafômetro.

Para o advogado, campanhas do tipo reforçam a ideia de que a aplicação de sanções contra maus motoristas não faz parte de uma suposta indústria da multa. “Pelo contrário, é um mecanismo essencial de conscientização”.

Movimento mundial

objetivo do Maio Amarelo é produzir um movimento coordenado entre o Poder Público e a sociedade civil. No Brasil, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e a Polícia Rodoviária Federal organizam as ações em nível nacional.

O Brasil é o quinto país mais violento no trânsito no mundo, com 234 mortes a cada 100 mil veículos

Em Brasília, assumiram o protagonismo na campanha: O DER-DF, o Detran-DF, a Polícia Militar do DF e o Corpo de Bombeiros Militar do DF.

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No Brasil, o evento, neste ano, passou a fazer parte da agenda proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) em maio de 2011. Desde então, o mês se tornou referência mundial para as ações em trânsito.

De acordo com a ONU, o Brasil é o quinto país mais violento no trânsito, com 234 mortes a cada 100 mil veículos, atrás de Índia, China, Estados Unidos e Rússia.

Ainda segundo a organização, quando o assunto é acidentes envolvendo motocicletas, o Brasil é o segundo país com mais mortes, com cerca de sete casos a cada 100 mil habitantes, perdendo apenas para o Paraguai, que tem 7,5 mortes para cada 100 mil habitantes.

MARCELO NANTES
AGÊNCIA BRASÍLIA

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