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Políticos arrecadam recurso de campanha por meio de financiamento coletivo

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Pré-candidatos do Distrito Federal já começaram a divulgar as campanhas para arrecadação. No caso de alguns deles, o modelo será primordial para a consolidação das candidaturas.

Nas eleições de 2018, os candidatos poderão usar, pela primeira vez, uma nova ferramenta para ajudar a bancar as campanhas: os sistemas de financiamento coletivo. Por meio de sites autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), eles podem receber doações de apoiadores.
O pré-candidato do Partido Novo ao Buriti, Alexandre Guerra, conta com iniciativas, já no ar, para conseguir recursos em dois sites. O financiamento coletivo será um dos principais meios de arrecadação da campanha do herdeiro da rede de restaurantes Giraffas. A sigla rejeita o uso de recursos públicos do fundo partidário e vê o sistema de crowdfunding (termo usado para designar esse modelo de financiamento) como uma alternativa. “A gente tem uma grande expectativa nessa linha. Acreditamos que o financiamento de campanha saudável é aquele que vem de muitas pessoas e com valores mais baixos. Esperamos conseguir um bom retorno por meio dessa plataforma”, afirma Guerra.
O PSB, do governador Rodrigo Rollemberg, pré-candidato à reeleição, também utilizará o recurso. Além do chefe do Executivo local, postulantes ao Legislativo devem se valer do financiamento coletivo, com auxílio do partido. O presidente da legenda no DF, Tiago Coelho, explica que, no momento, a sigla estuda as plataformas disponíveis para escolher a mais adequada. “A tendência é que nós façamos o uso em todas as campanhas, tanto na majoritária quanto nas proporcionais. Até porque vai ser uma tendência para eleições de agora e para as futuras”, aponta.
Outros pré-candidatos ao Buriti, como Jofran Frejat (PR), Izalci Lucas (PSDB) e Alírio Neto (PTB), ainda não divulgaram campanhas de arrecadação, mas já manifestaram que estudam, ao longo do processo eleitoral, utilizar plataformas de financiamento coletivo.

Legislativo

Pré-candidatos do DF aos cargos de deputado federal e distrital e ao Senado também começaram a divulgar as campanhas. A deputada federal Erika Kokay (PT), pré-candidata à reeleição, publicou nas redes sociais o perfil na plataforma de doações. Ela foca na militância por direitos sociais e minorias para conseguir apoio. “Para continuar alimentando o sonho de um Brasil justo, democrático e soberano, eu conto com você!”, diz o texto publicado para angariar fundos entre apoiadores.
Também candidato a deputado federal, o senador Hélio José (Pros) é outro político que espera conseguir ajuda de eleitores por meio do financiamento coletivo. No DF, o Pros realizou encontros com representantes de empresas credenciadas para tirar dúvidas e orientar os pré-candidatos do partido a utilizaram essa possibilidade de financiamento.
O pré-candidato a distrital Dedé Roriz (PHS), sobrinho do ex-governador Joaquim Roriz, também criou uma campanha para conseguir recursos com apoiadores. Dedé estabeleceu como objetivo na plataforma o máximo permitido em gastos a um candidato ao cargo: R$ 1 milhão.
Outro pré-candidato a distrital que espera a ajuda de eleitores para custear a campanha é o presidente do PSol-DF, Fábio Félix. “O financiamento coletivo é uma estratégia superinteressante para democratizar e estimular a participação das pessoas em uma campanha como a nossa, construída coletivamente por várias mãos”, acredita.
Marivaldo Pereira, pré-candidato ao Senado pelo Psol, divulgou na sexta-feira a campanha de financiamento coletivo. Apenas no primeiro dia de arrecadação, Pereira levantou mais de R$ 20 mil em doações. “Entre as campanhas lançadas, perdemos apenas para o (João) Amoedo (pré-candidato à Presidência pelo Novo). Arrecadamos R$ 28 mil em pouco mais de 24 horas”, disse.
Alexandre de Paula
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