TJDFT condena envolvidos em pirâmide financeira

Os primeiros condenados envolvidos na fraude da moeda digital Kriptacoin foram condenados nesta segunda feira (23), após sete meses da deflagração da operação Patrick, da Polícia Civil do DF. Segundo a PCDF e o Ministério Público, os condenados participavam de um esquema de pirâmide financeira que lesou diversas pessoas. Ainda é possível recorrer da sentença.

O juiz da 8ª Vara Criminal de Brasília entendeu que a denúncia do MPDFT era válida e a aceitou parcialmente. Ao todo, 13 réus foram condenados por diversos crimes, entre elees a prática de estelionato, pirâmide financeira, falsidade ideológica, uso de documento falso, lavagem de dinheiro e crime de organização criminosa. Três pessoas, que haviam sido denunciadas pelo MPDFT, ficaram de fora, como o advogado João Paulo Todde, Érico Abreu de Oliveira e Marcos Kazu Oliveira – o  último por insuficiência de provas.

Para o magistrado, algumas acusações não deveriam ser imputadas a todos e por isso cada pessoa foi condenada por motivos específicos. O homem apontado como um dos líderes da organização criminosa, Weverton Viana Marinho, foi setenciado a 11 anos, cinco meses e 10 dias de prisão, em regime fechado por crime contra a economia popular, ocultação de bens e organização criminosa.

Golpe:
As atividades do grupo começaram em janeiro de 2017. Pessoas eram induzidas a aplicar o seu dinheiro na moeda virtual com a promessa de 1% de lucro ao dia. Como forma de convencimento, os envolvidos promoviam festas de música eletrônica e ostentavam carros de luxo, além disso, falavam que, em até seis meses, os investidores teriam ganhado R$ 1 milhão. No início, era possível o saque de qualquer quantia, depois, a empresa permitia saques no limite de R$ 600. Com o tempo, as vítimas tiveram dificuldades para resgatar o dinheiro aplicado, inclusive com coações e ameaças.

 Como foi cada uma das condenações:

*Weverton Viana Marinho foi condenado a 11 anos, 5 meses e 10 dias de prisão e 420 dias-multa, em regime fechado, por crime contra economia popular – pirâmide financeira, ocultação de bens e organização criminosa.
*Welbert Richard Viana Marinho, Fernando Ewerton César da Silva, e Alessandro Ricardo de Carvalho Bento, pela prática dos crimes de pirâmide financeira e organização criminosa, pena de 5 anos e 6 meses de prisão e 380 dias-multa, em regime fechado;
*Urandy João de Oliveira, Hildegarde Nascimento de Melo, Sérgio Vieira de Souza, pela prática dos crimes de pirâmide financeira e organização criminosa, com pena de 5 anos de prisão e 370 dias multa, em regime semi-aberto;
*Thaynara Cristina Oliveira Carvalho e Paulo Henrique Alves Rodrigues, apenas pelo crime de organização criminosa, pena de 3 anos de reclusão e 10 dias multa, substituída por 2 penas restritivas de direitos;
*Franklin Delano Santos Rocha, pela prática dos crimes de pirâmide financeira, organização criminosa e ocultação de bens, pena de 9 anos de prisão e 383 dias-multa, em regime fechado;
*Uélio Alves de Souza, pela prática do crime de pirâmide financeira e organização criminosa, pena de 7 anos e 8 meses de prisão e 397 dias-multa, em regime fechado;
*Wendel Alves Santana, pela prática dos crimes de pirâmide financeira, organização criminosa, ocultação de bens e falsidade ideológica, pena de 11 anos de prisão e 403 dias-multa, em regime fechado
*Wellington Júnior Alves Santana, pela prática dos crimes de pirâmide financeira, organização criminosa, ocultação de bens e falsidade ideológica, pena de 11 anos e dois meses de prisão e 416 dias-multa, em regime fechado.

João Paulo Mariano
Jornal de Brasília

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