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Sessão solene comemora fim da febre aftosa no Brasil

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O presidente da Casa e autor da solenidade, deputado Joe Valle (PDT), destacou que o Brasil tem muito para “comemorar” com esse o reconhecimento. Último caso registrado da doença foi em 2006.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou sessão solene na manhã desta terça-feira (3) para celebrar a certificação internacional “Brasil Livre da Febre Aftosa com Vacinação”, concedida pela Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE).

O parlamentar frisa a importância de “coletivizar” as conquistas que o país recebe. Segundo Valle o resultado só foi possível com a implementação de políticas públicas a longo prazo e colocou a capital federal à disposição para que sejam “desenvolvidos” novos projetos com “eficácia”. “Brasília é um laboratório de criação de políticas pública. Temos a nosso favor essa integração dos poderes e órgãos públicos”, completou o presidente da CLDF.

O secretário nacional de defesa agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luiz Rangel, lembrou que o reconhecimento internacional só foi possível após a criação do plano estratégico – Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) em 2017. O PNEFA tem como meta até 2023 a suspensão da vacina contra o vírus e ampliar a zona livre de febre aftosa no Brasil. “O programa motor conseguiu conectar o produtor rural com o Estado. Nos ajudou com a mudança na forma de lidar com doenças e reforçar a fiscalização sanitária”, expôs Luiz Rangel.

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Para produtora rural Lindalva Horta a homenagem é mais que merecida. A senhora lembrou que recentemente cinco (5) touros brasileiros foram aprovados para exportação de genes para o exterior. Lindalva conta que o reconhecimento agropecuário não fica restrito aos touros: “Nosso leite A2A2 produzido para atender os consumidores alérgicos à proteína do leite também foi aprovado para exportação”. O representante da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Fernando Ribeiro dedicou a comenda aos 40 milhões de produtores rurais brasileiros.

De acordo com a ex-secretária nacional de defesa agropecuária, Tânia Lira, e também especialista em defesa de sanidade agropecuária, à certificação foi um processo de pressão internacional e “faz parte de um reconhecimento econômico”. “Foi a União Europeia que colocou o Brasil na parede para conter o vírus”, declarou Tânia.

A especialista Tânia Lira lembrou ainda que é preciso manter a vigilância sanitária rígida, “principalmente” após a certificação internacional. “Nossa maior preocupação são os países fronteiriços ao Brasil, acabamos cuidando da saúde agropecuária deles, para que os nossos sejam preservados”, explicou a ex-secretária. Segundo Tânia o certificado internacional coloca o Brasil no grupo de países desenvolvido, uma vez que surto de doenças de cunho sanitário “rebaixam” a qualificação da nação.

As ações realizadas concomitantes em diversas partes do país integram a solicitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que elegeu o 5 de abril como a data marco da conquista.

Febre aftosa

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A febre aftosa é uma doença viral grave dos animais, altamente contagiosa que afeta bovinos, suínos, assim como ovinos, caprinos e outros ruminantes. A luta mundial contra a contaminação é justificada pela facilidade e rapidez com que o vírus se difunde e pelo impacto econômico.

Segundo a ex-secretária nacional de defesa agropecuária, Tânia Lira, o primeiro caso de febre aftosa no Brasil aconteceu no período de colonização, no Rio Grande do Sul, e teve como origem a Argentina. A especialista explicou que nos anos 70 a 80 a medicina veterinária testou e aprovou a vacina para combate do vírus, no período eram contabilizados cerca de 1 mil casos por ano. “Atualmente estamos comemorando 12 anos do último caso que tivemos no país que foi em abril de 2006 no Mato Grosso do Sul”, completou a ex-secretária.

A especialista observou ainda que o Distrito Federal é o ente federativo com mais tempo sem febre aftosa. “O último caso registrado no DF foi em 1993, devemos conceder o devido respeito ao DF”, disse Tânia. A ex-secretária pontuou que em maio deste ano o Brasil comemora 25 anos desde o último surto do vírus.

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Luana Pontes 
Foto: Rinaldo Morelli

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