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Falta o básico na farmácia popular do DF

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O estoque de fitas de glicemia está desfalcado nas unidades de saúde pública do Distrito Federal.

A Secretaria de Saúde (SES-DF) confirma o problema e garante que o processo de compra está em curso, mas não especifica data para regularizar o fornecimento a hospitais e postos de saúde. Em Sobradinho I, o item está em falta desde o último dia 6, de acordo com funcionários da farmácia popular do Centro de Saúde 2. “É um problema geral”, asseguram os técnicos e enfermeiros. Famílias que dependem das fitas fornecidas pelo Serviço Único de Saúde (SUS) sofrem com o atraso.

As fitas de glicemia são pequenas placas de plástico utilizadas por diabéticos para medir a quantidade de glicose no sangue. Por meio delas, o aparelho medidor da taxa consegue detectar os índices glicêmicos em questão de segundos. Um diabético utiliza cerca de 150 fitas por mês. O valor de uma caixa com 50 unidades vai de R$ 100 a R$ 130 em farmácias particulares.

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Orçamento prejudicado

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Para o aposentado Ozenaldo Barbosa de Medeiros, 56, a suspensão do fornecimento gratuito via SUS prejudica a saúde da filha e o orçamento da casa. Isabel Ângelo da Silva Medeiros tem 11 anos de idade e foi diagnosticada com diabetes do tipo 1 quando bebê. “Não posso comer nada doce e já tomo a insulina no café da manhã. Minha vida é muito diferente da das outras crianças”, conta a menina.

A família está acostumada com a condição de saúde de Isabel, mas reconhece que as despesas são altas. “Sem apoio da rede pública, gastaríamos R$ 900 só com ela. Saúde é a segunda maior despesa da casa, atrás apenas de mensalidade escolar”, analisa Ozenaldo.

A família retira as fitas de glicemia no Centro de Saúde 2 de Sobradinho há oito anos — desde o diagnóstico do diabetes. A última retirada, suficiente para um mês, foi no dia 5 de março. “Quando voltei ao posto no dia 2 de abril, não tinha mais. As atendentes disseram que não tinha previsão, mas me pediram para voltar dez dias depois. Voltei no dia 10 e hoje (ontem), e ouvi a mesma coisa”, conta.

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“Existe um cadastro dos pacientes que necessitam das fitas de glicemia. Ou seja, o governo já sabe da quantidade de pacientes e de insumos. Não pode faltar, porque são vidas em jogo. Nada justifica isso”, lamenta o aposentado.

Versão oficial

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A Secretaria de Saúde do DF informou, em nota, que o processo de compra para as fitas de glicemia utilizadas em casos regulares e emergenciais já começou, mas não indica em que fase a compra está. A data para que os estoques sejam normalizados é desconhecida. “Espera-se que em breve”, declarou a pasta ao JBr.

Rafaella Panceri
Jornal de Brasília

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