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Equipe de reportagem do Correio é atacada em frente à sede da CUT

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Pelo menos 30 manifestantes partiram para cima do carro do jornal, no qual estavam os profissionais, e quebraram um dos vidros do veículo.

Uma repórter, uma fotógrafa e um motorista do Correio Braziliense foram agredidos no noite desta quinta-feira (5/4), em frente à sede da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF), no Setor de Diversões Sul, no Plano Piloto.

Enfurecidos, os agressores gritavam ofensas contra a imprensa, contra o jornal e em defesa do ex-presidente Lula, que teve a prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro, com o aval do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) menos de 24 horas após o Supremo Tribunal Federal (STF) negar seu pedido de habeas corpus.

Os manifestantes quebraram o vidro traseiro do carro do jornal com socos.

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A manifestação pró-Lula foi convocada pela CUT-DF, logo depois de o pedido de prisão de Lula se tornar público. O Correio repudia veementemente esse tipo de violência e de cerceamento à imprensa, cujo papel fundamental é o de informar a população.
Felizmente, tanto a repórter quanto a fotógrafa e o motorista do Correio não se feriram. O caso é investigado pela Coordenação de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e aos Crimes contra a Ordem Tributária, chefiada pelo delegado Fernando César Costa, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Solidariedade

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiou o ataque às jornalistas do Correio. O diretor-executivo da entidade, Ricardo Pedreira, classificou o episódio como “lamentável”. “Demonstra uma incompreensão do trabalho jornalístico. A gente espera que o caso seja apurado e sejam tomadas as medidas providências”, afirmou.

Em nota, o editor-chefe do Jornal de Brasília, Jorge Eduardo Antunes, também se solidarizou à equipe de reportagem do Correio e criticou o ataque à liberdade de imprensa, bem como aos profissionais que foram alvo do atentado.

“É inadmissível qualquer tentativa de cerceamento da liberdade de imprensa, bem como a agressão a profissionais em sua jornada de trabalho. A agressão fica ainda mais incompreensível por ser cometida contra trabalhadoras e nas proximidades de uma central cuja linha de luta é (ou deveria ser) a defesa dos trabalhadores. Que o Brasil tenha a tranquilidade para saber respeitar a atuação profissional dos trabalhadores em momentos de tensão como o atual”, disse o jornalista.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI), também por meio de nota, repudiou a violência contra o Correio.

“Trata-se de mais um atentado à liberdade de imprensa e à integridade física de jornalistas no cumprimento de sua missão de informar a população sobre os assuntos de interesse da sociedade, além de grave violação do direito de ir e vir em plena Capital da República. A ABI condena esses atos, exige a apuração do ocorrido e a punição dos agressores pelos autoridades responsáveis”, disse o presidente da associação, Domingos Meirelles.

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