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Comissão Especial da Epilepsia debate condições de atendimento na rede pública do DF

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A Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Pessoa com Epilepsia da Câmara Legislativa debateu em reunião realizada na manhã desta terça-feira (24) o atendimento às pessoas com epilepsia na rede pública de saúde do Distrito Federal.

A proposição do debate, mediado pelo deputado Rodrigo Delmasso (PRB), é encontrar soluções para o atual cenário do DF com cerca de 70 mil pacientes diagnosticados epiléticos e a falta de estrutura da Secretaria de Estado de Saúde para atender todos.

Segundo o neurologista Wagner Teixeira, coordenador do programa de cirurgia de epilepsia do Instituto Hospital de Base do DF, a rede pública “não tem especialistas suficientes” para realizar o acompanhamento de todos os casos de epilepsia locais e “acabamos pedindo socorro” para outros estados. “A epilepsia é a doença neurológica mais comum na população, hoje temos 1,8 milhões de pessoas diagnosticadas epiléticas no Brasil, e isso é preocupante. Boa parte deste número está em filas de espera por atendimento”, completou o especialista.

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O parlamentar Rodrigo Delmasso (PRB) cobrou dos representantes políticos “medidas” para zerar as listas de espera nas Regiões Administrativas do DF. “Minha missão como representante da população é lutar para construção de um centro de referência no formato do que existe em Ribeirão Preto (SP), para que realize todo o acompanhamento e atendimento dos pacientes com epilepsia do DF”, garantiu Delmasso.

A subsecretária de Atenção à Saúde, Martha Vieira, lembrou que a gestão atual tem buscado saídas para atender o elevado número de pacientes. “Temos investido na capacitação dos médicos da família para que sejam a porta de entrada destes pacientes para o sistema de saúde público”, explicou Martha. De acordo com a subsecretária, está previsto para o segundo semestre deste ano a realização de concurso com vagas para neurologistas: “que é uma grande necessidade do nosso quadro médico local”.

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Soluções – O neurologista Wagner Teixeira sugeriu para secretária que adotassem a estrutura de manter um especialista disponível para apoiar pequenos grupos de médicos do atendimento familiar. “A ideia já foi testada em Curitiba e teve êxito. O neurologista fica conectado com os profissionais do primeiro contato e auxilia no atendimento”, expôs o médico.

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A subsecretária lembrou também dos ambulatórios de atendimento aos casos graves de epilepsia que já estão espalhados por sete regiões administrativas do DF. “Nossa meta é alcançar todas as regiões e ter mapeado todos os atendimentos e pacientes com casos severos de epilepsia. Além de tentar realizar todos os exames, cirurgias e outras necessidades aqui mesmo no DF”, completou Martha.

Luana Pontes
Foto: Rinaldo Morelli

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