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Ex-governador Arruda é novamente absolvido no caso do jogo Brasil x Portugal

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Ex-governador Arruda é novamente absolvido no caso do jogo Brasil x Portugal

Amistoso foi em 2008, em Brasília. Arruda já tinha sido absolvido em 1ª instância; recurso do MP foi negado nesta quinta

A Justiça do Distrito Federal manteve, nesta quinta-feira (1º), a absolvição do ex-governador José Roberto Arruda, que era acusado de fraude ao trazer a Brasília um jogo amistoso entre as seleções de Brasil e Portugal, em novembro de 2008. A partida marcou a reinauguração do estádio Bezerrão, no Gama, região do DF.

O Ministério Público apresentou um recurso apontando que o ex-governador e outras três pessoas cometeram crime ao contratar a empresa Ailanto Marketing, que organizou o jogo, sem licitação. Os investigadores também afirmaram que houve superfaturamento ao fechar o contrato.

Além do ex-governador, o MP também denunciou o ex-secretário de Esportes Aguinaldo Silva de Oliveira; o chefe de gabinete de Arruda à época dos fatos, Fábio Simão; e uma das sócias da Ailanto Marketing, Vanessa Almeida Precht.

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Relator do caso, o desembargador Geoge Lopes Leite disse que o fato apresentado na denúncia do MP “não constitui crime” e absolveu os réus. Os desembargadores Romão Oliveira e Sandra de Santis mantiveram posição semelhante e o recurso do Ministério Público foi negado.

O ex-governador do DF já havia sido absolvido da acusação de improbidade envolvendo o mesmo episódio em abril de 2016. O advogado de Arruda, Nelio Machado, comemorou a decisão desta quinta:

“Decisão muito correta. Confirma a absolvição dele na 1ª instância e também confirma a decisão tomada na ação de improbidade contra o Arruda. Todos os contratos do jogo amistoso entre Brasil e Portugal passaram pelo crivo dos órgãos responsáveis.”

A reportagem tenta contato com a defesa de Aguinaldo Silva de Oliveira, de Fábio Simão e de Vanessa Almeida Precht.

O caso

Uma reportagem publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo” em 2013 apontava superfaturamento envolvendo as empresas Pallas Turismo, responsável pela hospedagem das seleções, e Ailanto Marketing – cujo um dos sócios era Sandro Rosell, então presidente do Barcelona.

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Segundo o jornal, o gasto com hospedagem e alimentação das seleções foi de R$ 79 mil. No entanto, a Pallas Turismo teria cobrado R$ 261 mil. O gasto do GDF com a realização do amistoso foi de R$ 9 milhões.

Sobre Rosell, pesou a suspeita de ele ter embolsado R$ 1 milhão da cota de R$ 9 milhões recebida pela Ailanto. Na época, o advogado dele disse que a denúncia era “totalmente absurda”.

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