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Caso Raul Aragão: justiça ouve testemunhas e se prepara para anunciar a sentença

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Caso Raul Aragão: justiça ouve testemunhas e se prepara para anunciar a sentença

Marcada por forte emoção e discussão entre as famílias, sessão conclui a oitiva das testemunhas e se prepara para designar a sentença. Ainda não há prazo para a conclusão

Na última quinta-feira (22), o juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) ouviu as testemunhas do atropelamento que provocou a morte do ciclista Raul Aragão, de 23 anos, atropelado e morto por Johann Homonnai, de 18 anos, que em outubro de 2017.

De acordo com o Laudo Criminalístico da Polícia Civil do DF, o condutor estava a 95km/h quando atingiu Raul, que trafegava na terceira faixa da via, que tem velocidade máxima permitida de 60 km/h.

Tanto o inquérito da Polícia Civil quanto a denúncia da Promotoria Criminal do Ministério Público do Distrito Federal acusam Johann por homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar.

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O julgamento

Marcado por contradições entre as provas e as declarações do réu, que disse desconhecer a velocidade que estava no momento do atropelamento, entretanto, o laudo da Polícia Civil constatou que Johann dirigia muito acima da velocidade permitida na via.

Em depoimento, uma testemunha afirmou que viu o “exato momento da batida”, e que não houve frenagem. Segundo ela, Raul foi atingido e arremessado no canteiro, já desacordado.

Johann Homonnai disse que prestou socorro à vítima, porém o que foi desmentido por testemunhas que estavam no local. Johann ficou a maior parte do tempo com braços cruzados, expressão séria e não demostrava sentir culpa pela morte do ciclista.

Desigualdade de tratamento

Os familiares da vítima reclamaram muito da desproporcionalidade no número de pessoas que acompanharam a audiência. Enquanto o lado do acusado esteve acompanhado de um grupo de 5 advogados e 4 familiares, a família da vítima teve apenas 4 lugares para acompanhar o julgamento.

Familiares da vítima, inclusive seus irmãos Isadora, que mora em Porto Alegre e Arthur, que mora em Fortaleza, vieram para acompanhar o julgamento e tiveram dificuldades para entrar na sala da audiência.

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Irmãos de Raul se deslocaram de diferentes estados para acompanhar o julgamento. Foto: Arquivo pessoal

Confusão

De acordo com Flora, irmã de Raul, a confusão começou quando familiares do acusado dirigiram aos da vítima, em tom desrespeitoso e ameaçador dizendo: “afinal o Raul já morreu, pronto, acabou… Esqueçam!”.

Se por um lado, os familiares de Homonnai sustentam que o atropelamento foi apenas um atropelamento, apesar do laudo constatar a alta velocidade em que o acusado dirigia, por outro lado, parentes e amigos do ciclista, contestavam as declarações do acusado e seus familiares e pediam por justiça.

Renata Florentina, diretora do Rodas da Paz, ressaltou que quem dirige acima da velocidade permitida assume o risco de tirar a vida de alguém. “Após esse primeiro momento, tudo indica que o juiz vai ter um entendimento melhor do caso. O Raul não tinha chance de defesa nesse caso. Esse tipo de velocidade não dá chance a ninguém”.

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Durante a sessão foram estendidas pelos parentes e amigos faixas em frente ao TJDFT, clamando por justiça e alertando para os perigos do excesso de velocidade no trânsito da capital.

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