Siga o Jornal de Brasília

Grande Brasília

Após um mês do fechamento do Lixão, catadores vão às ruas atrás de sustento

Publicado

em

Com coleta seletiva em apenas 16 das 31 regiões administrativas e catadores se adaptando a um novo jeito de ganhar a vida com a separação de material reciclável, a relação entre aqueles que tiravam seu sustento do Lixão da Estrutural e o Poder Público apresenta falhas e atritos. Há um mês, o espaço de 200 hectares — então o segundo maior do mundo e primeiro das Américas — foi fechado.

Os catadores reclamam que falta material para triagem, por isso, o rendimento caiu drasticamente. Alguns voltaram para as ruas atrás de lixo. O governo diz que a situação vai melhorar à medida que a coleta seletiva for ampliada e os envolvidos, principalmente a população, entenderem melhor como funciona o processo.

A presidente do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Kátia Campos, garante que a coleta seletiva será ampliada até o fim do mês. Mas destaca que o Distrito Federal só terá cobertura em 100% do território depois que o Tribunal de Contas do DF liberar a licitação aberta em dezembro de 2016 (leia mais ao lado).

▼ CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ▼
Leia também:  Como montar um currículo profissional de sucesso?

Para organizar a triagem de lixo reciclável usando a força de trabalho dos catadores, o GDF fez um cadastro e levou os envolvidos a galpões onde se faz a separação de material para venda. Os trabalhadores que ganhavam dinheiro no Lixão dizem que a quantidade coletada atualmente no DF não é suficiente para se ter uma renda “digna”. Há relatos de rendimento de R$ 19 em uma semana, enquanto que, no Lixão,  passava de R$ 500.

Por isso, a adesão entre os cadastrados tem sido baixa. Dos 1.316 catadores que deveriam atuar nos novos espaços, 614 estão nos galpões, segundo o SLU. Alguns têm preferido recolher produtos recicláveis nas ruas e não ir aos espaços disponibilizados pelo GDF, como Maria Ivonete Gomes, 44 anos, que trabalhou por 15 anos no antigo Lixão.

Leia também:  Mais um beco da rota acessível recuperado no Cruzeiro Velho

Leia mais no Correio

▼ CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ▼

Continue lendo
Publicidade
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *