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Joe Valle calcula em 50% as chances de concorrer ao Buriti

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A dez meses das eleições nacionais, o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, calcula em 50% as chances de que concorra ao Palácio do Buriti contra o atual governador Rodrigo Rollemberg. “Essas chances até há pouco eram menores”, diz o deputado, mostrando que sua disposição para disputar está crescendo.

Joe insiste em que, embora esteja na fila, tem gente antes dele. Cita o ex-secretário Jofran Frejat, “que tem grande recall vindo da eleição passada, além de toda uma história no Distrito Federal. Joe tem conversado não só com Frejat, mas com o grupo do ex-governador José Roberto Arruda, que o apoiou na eleição passada.

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Refere-se também ao ex-presidente da OAB-DF Ibaneis Rocha, que se filiou há pouco ao PMDB do ex-vice-governador Tadeu Filippelli. Para Joe, Ibaneis pode trazer à campanha não só seus conhecimentos na esfera jurídica, mas também o apelo da novidade na política.

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O deputado não esconde sua decepção com o governador Rollemberg, embora tenha sido seu secretário do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. Diz que assumiu a pasta, investindo portanto no atual governo, logo após a fusão com várias outras, mas foi deixado à míngua, sem verbas e sem respaldo. Dez meses depois, preferiu retornar à Câmara.

A partir daí, viveu uma sucessão de confrontos com o Buriti. No mais recente, a Câmara Legislativa derrubou proposta para incorporar ao Orçamento verba decorrente de remanejamento de R$ 1,2 bilhão em verbas do Iprev, o instituto de previdência dos servidores públicos. Embora o Buriti alegasse que o dinheiro correspondia a aporte do Executivo para pagamento da própria previdência antes da fusão que levou ao Iprev, a Câmara recusou a tese.

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Quando se negociava um acordo, diz Joe, o Buriti divulgou nota com críticas violentas à Câmara. Na opinião do presidente, foi um gesto de hostilidade desnecessária, de caráter nitidamente pessoal.

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Afinal, pensa ele, Rollemberg aposta na rejeição de seus oponentes e, por isso mesmo, procura desgastar eventuais adversários.

Redução de gastos garante o que mostrar

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Um trunfo de Joe Valle é a sua gestão na Câmara Legislativa. Não se trata apenas de economizar – devolveu R$ 70 milhões ao Executivo como resultado do aperto de cintos – mas da eficiência. Conseguiu, aliás, cortar rubricas inteiras, caso da verba dos distritais para Correios, e fixar cotas trimestrais da verba indenizatória, sem cumulatividade. Também adotou critérios mais rígidos para utilização e rastreamento dos ressarcimentos, o que poupou 16,3% este ano.

Também criou novos programas para popularizar o Legislativo, reconhecidamente impopular, como o Câmara com Vida, que chegou a 60 mil visitas este ano. Repaginou o Câmara em Movimento, aquele programa de visitas às cidades, dando-lhe mais eficácia. Todos os nove encontros com a comunidade terminaram na escolha, pelos participantes, de dez prioridades para a cidade. É verdade que dessas 90, nada menos do que 85 “referiam-se ao outro lado da praça”, diz Joe, em menção ao Executivo, mas a população está sendo ouvida.

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A atual gestão também acaba com antigos mitos, como o excesso de aprovação de leis inconstitucionais. Levantamento feito pela equipe da Câmara mostrou que, das 8.446 leis aprovadas entre janeiro de 1991 e novembro de 2017, 90% não tiveram sua constitucionalidade decretada pelo Judiciário. Das demais, foram 623 as que foram julgadas inconstitucionais, o correspondente a 6,6%. O levantamento não mostra, mas Joe admite que as contestações baixaram mesmo nos últimos sete anos.

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