Siga o Jornal de Brasília

Grande Brasília

Sequência de furtos aterroriza o Lago Sul

Avatar

Publicado

em

Apenas nas duas últimas semanas, foram registrados sete furtos em dois conjuntos da QI 11

Qual será a próxima casa a ser invadida? Essa é a indagação que um grupo de moradores da QI 1 do Lago Sul se faz com frequência nos últimos dias. O problema está na área atrás dos terrenos que ficam a menos de 200 metros da pista de pouso do Aeroporto JK. A responsabilidade da área é da Aeronáutica e, segundo as vítimas, não há segurança suficiente.

Com modus operandi parecido, os criminosos são audaciosos e não se importam com câmeras de segurança, cercas elétricas, cadeados, iluminação forte ou o latido dos cães. Os ladrões entram com cuidado, mesmo com os moradores dentro de casa, levam o que querem e saem pela estrada, em estado de abandono, que fica logo atrás. O acesso permite que qualquer pessoa chegue a pé até a cerca que delimita o aeroporto.

▼ CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ▼

Audácia

O último caso ocorreu na madrugada dessa segunda-feira. O dono da casa, que pediu para não se identificar, suspeita que dois homens foram responsáveis pelo furto, já que a quantidade de itens levados foi grande. Sem medo, eles arrombaram uma janela de vidro na área de lazer e começaram a pegar tudo que poderiam carregar.

Leia também:  Ibaneis fala em melhorar o astral da população para corrigir mal-estar social

Até o momento, as vítimas contabilizaram que foram retirados da casa quatro bicicletas, uma TV de 60 polegadas, um notebook, um videogame e tudo o que havia na geladeira, incluindo carnes e cervejas – algumas das garrafas foram abandonadas ainda pela casa. Nem as bananas que estavam na mesa da cozinha foram poupadas. Pelo registro das câmeras de segurança, os assaltantes permaneceram na casa das 2h30 às 5h. A perícia foi acionada para o local, mas até o fechamento desta edição ela não havia sido feita.

▼ CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ▼

Para a vítima, os ladrões fazem algum tipo de vigilância na região, pois, apenas em casos excepcionais, eles entraram nas residências enquanto os donos estavam acordados. Em geral, atacam quando todos estão dormindo. “Vivo como se estivesse em uma unidade prisional. Tranco todas as portas. Instalei câmeras”, relata.

Leia também:  ‘Estamos fazendo revolução em Taguatinga’, diz Ibaneis

Furtou sem ser visto

O receio dele é que a filha esteja sozinha na próxima vez que a casa for invadida, ou o bandido entre no quarto da moça. O homem conta que no último caso, na madrugada de quarta-feira, o assaltante entrou em seu quarto para levar um relógio. Ele não acordou. “Me sinto desprotegido. Se um cara desse entra no quarto da minha filha e faz alguma coisa, eu nem sei o que faria com ele”, complementa.

▼ CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ▼

Reforço com vigilância particular

Para se proteger, o jeito é intensificar as medidas de segurança internas e unir forças para que todo mundo auxilie. Wagner (nome fictício) mora na região há sete anos e nunca viu nada parecido ocorrer. Ele viaja frequentemente e tem receio de deixar a mulher e filha, criança, sozinhas.

Assim, aumentou a segurança da forma que pôde: instalou cercas elétricas em toda a casa, colocou holofotes na parte traseira, além de sensores infravermelhos, e contratou uma empresa de segurança privada junto a outros vizinhos para, assim, tentar sair para trabalhar com mais tranquilidade. A vizinhança fez um grupo no WhatsApp para trocar informações.

▼ CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ▼
Leia também:  DF entra no inverno sem previsão de chuva

Camila (nome fictício), esposa de Wagner, pensa até em se mudar de uma das regiões mais nobres de Brasília para um condomínio fechado. “Sentir essa insegurança é péssimo. Precisam resolver a situação da área. É preciso mais vigilância. É algo de segurança nacional. Se o bandido acessa a minha casa, pode acessar também a pista de pouso do aeroporto”, destaca.

VERSÃO OFICIAL

Por nota, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informou que todo o perímetro da Ala 1, da qual faz parte a área citada, é protegido por cercas e patrulhamento militar regular que ocorre 24 horas por dia, por membros da Aeronáutica.
“Caso moradores ou órgãos de segurança pública observem qualquer tentativa de acesso indevido à área, tal fato deve ser comunicado imediatamente à equipe de vigilância da Ala 1, que atuará em coordenação com os órgãos de segurança para tomada de medidas cabíveis”, finaliza.

João Paulo Mariano
Jornal de Brasília

Continue lendo
Publicidade
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *