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Nenê Constantino é condenado a 13 anos de prisão por homicídio qualificado

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Esta é a segunda condenação de Nenê neste ano. Em maio, ele foi condenado a 16 anos de prisão por outra morte, a de Márcio Leonardo da Sousa Brito.

O empresário Nenê Constantino e outras duas pessoas foram consideradas culpadas, na madrugada desta quarta-feira (15/11), pela morte de Tarcísio Gomes em garagem das empresas ônibus de Constantino, em fevereiro de 2001. O ex-proprietário da Gol Linhas Aéreas foi condenado a 13 anos de reclusão pelo crime de homícidio qualificado por motivo torpe.
João Alcides Miranda e Vanderlei Batista Silva, que trabalhavam para Nenê, também foram condenados. O primeiro pegou uma 15 anos de cadeia. Já o segundo deve passar 13 anos na prisão. Assim como o empresário, Vanderlei teve a pena reduzida por ter mais de 70 anos. 
A sessão no Tribunal do Júri de Taguatinga começou às 9h48 desta terça-feira (14/11), com o juiz João Marcos Guimarães Silva interrogando Vanderlei e, em seguida, João Miranda. Na noite de segunda-feira (13/10), João Marques e Nênê foram ouvidos. Durante a manhã, um dos pontos mais importantes foi a confissão de Vanderlei na participação do assassinato de Márcio Leonardo, em outubro de 2001. A justiça julgou o caso em maio deste ano. Mas, negou qualquer atuação na morte de Tarcísio.
Após parada para o almoço, por volta das 13h a sessão voltou com o Ministério Público que teve 3h para apresentar a tese de acusação contra os réus, ocasião em que os promotores Thiago Gomide e Marcelo Leite dividiram a fala. A questão da defesa do empresário querer atacar a investigação foi bastante citada. Como a contratação de peritos para desmoralizar os laudos e as ofensas à delegada Mabel, por exemplo. “Não tem covardia maior do que fugir da responsabilidade”, disse Marcelo em direção a Nênê. 
Ao fim do julgamento, o promotor Thiago Gomide avaliou que ninguém sai ganhando em um júri.  “Já perderam os familiares das vítimas e também os dos acusados, pois eles também sofrem. A única coisa boa é fazer justiça e acabar com a impunidade”, disse. Thiago garante que apesar condenação, a situação não é um custo benefício para a sociedade. “Se não tivéssemos o homicídio, estaríamos melhor.”
Júlia Campos
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