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PT e PDT ensaiam parceria para 2018

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De um lado, o PT parece mais empolgado com a possibilidade, enquanto o PDT tenta frear qualquer manifestação mais definitiva sobre o assunto.

Enquanto partidos de direita e de centro se organizam para as eleições 2018, PT e PDT começam a ensaiar uma parceria. Uma reunião, ontem (24), na sede do PDT, deu o pontapé para o que pode se tornar uma aliança no ano que vem.

“Tivemos uma boa conversas. Temos muitas afinidades, de compreensão sobre a cidade e sobre o Pais. E nós vamos conversar um processo de discussão do DF que o povo quer”.

Erika Kokay

As conversas, ela diz, começam “por onde devem começar”, com um planejamento para a cidade, diferentemente do que tem feito a direita. “Não é uma discussão de conveniência eleitoral”, define ela, que já fala em nomes. “Vamos apresentar um nome que tiver mais aceitação na sociedade”, diz.

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As discussões serão amplas, com participação popular, explica Erika. “Como temos o governo mais autoritário da nossa história, é preciso que a base para o programa de governo seja pautada por um processo extremamente democrático. O próprio processo de discussão se contrapõe ao autoritarismo”, argumenta.

Se a aliança já está consolidada? Ela diz que os partidos começam a discutir uma proposta para a cidade, “com vistas a que nós tenhamos uma aliança em 2018”.

Do lado do PDT, a empolgação parece menor. “É muito cedo para falar em aliança”, explica o deputado distrital Reginaldo Veras, que reconhece: “O encontro deu a entender que vamos tentar caminhar junto, mas não falamos em nome ou chapa majoritária”.

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Uma comissão será formada, explica Veras, para definir diretrizes para um futuro programa, “independentemente de estarmos juntos ou não”. , mas não falamos em nome, chapa majoritária, etc.

“Com direita, não queremos fazer aliança, não”

“Foi uma reunião normal, de costume, que os partidos de esquerda devem fazer sempre”, resumiu o presidente do PDT-DF, Georges Michel. O encontro, ele explica, pode se traduzir em uma futura aliança, mas, por enquanto, os partidos estão apenas discutindo os problemas da cidade “e os projetos que os partidos de esquerda, que tem mais ou menos em comum a defesa do trabalhador, querem para Brasília”.

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A reunião não significa que haja uma aliança formal, ele faz questão de destacar. E que as tratativas estão apenas no começo. Assim como o partido ainda deve conversar com outras legendas, desde que sejam de esquerda. “Com direita, não queremos fazer aliança não”, deixa claro o pedetista.

Enquanto isso, os partidos de direita e de centro contabilizam 11 apoios concretos. Com possibilidade de se chegar a 14. Em outra frente, o PSB parece caminhar sozinho. E o PPS, do senador Cristovam Buarque tenta se arranjar, aqui e ali. E tem tramitado de uma ponta à outra, com alguma facilidade.

Políticos que apostam em alianças pouco usuais para o ano que vem defendem que, para tirar Brasília da crise, é preciso unir forças de todos os lados. E este deve ser o argumento para justificar junções improváveis.

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A ESQUERDA NO DF

  • PSB e PDT romperam a aliança que rendeu o comando do Palácio do Buriti a Rodrigo Rollemberg na eleição de 2014. Em vez de declarar oposição, no entanto, o partido resolveu ficar na independência. O morde e assopra não agradou o governo, que tratou de começar a exonerar os pedetistas, cujos cargos foram deixados à disposição.
  • Rapidamente, o partido começou as tratativas com o PT, o que sinaliza uma aliança para o ano que vem. Do outro lado, Rollemberg se nega a falar em eleição publicamente e tem tocado o governo. Não deve, no entanto, contar com o apoio dos partidos outrora aliados. E, por enquanto, tem ficado isolado.

Millena Lopes
Jornal de Brasília

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