Kriptacoin: organização pode ter envolvimento com tráfico de drogas

A organização criminosa que comercializava a falsa moeda digital Kriptacoin, usada para obter lucros a partir de uma “pirâmide financeira”, também pode estar envolvida com tráfico de drogas.

O diretor da Polícia Civil do Distrito Federal, Eric Seba, informou nesta quarta-feira (04) que, após a corporação receber denúncias, a operação que apurou o esquema agora investiga o envolvimento do grupo a esse tipo de crime. “É uma verdadeira organização criminosa”, resumiu.

Nesta terça-feira (04), a Polícia Civil apreendeu mais um carro de luxo que teria ligação com os integrantes da organização que lesou cerca de 40 mil pessoas com promessa de dinheiro fácil. O Porsche, avaliado em R$ 350 mil, estava em Goiânia e pertencia a um dos líderes da Kriptacoin.

 

Com esta apreensão, 15 carros de luxo e um avião foram localizados pelos policiais da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor e Ordem Tributária e a Fraudes (CORF). Os bens devem ser leiloados para ressarcir as cerca de 40 mil pessoas que acreditaram na promessa de dinheiro fácil, por meio da falsa moeda virtual.

A organização criminosa deve responder pelos crimes de organização criminosa, pirâmide financeira, estelionato, uso de documentos públicos, lavagem de dinheiro e obstrução à Justiça.

Ameaças

 

A organização criminosa da Kriptacoin que usava a promessa de dinheiro fácil costumava mandar áudios com possibilidades e ameaças aos aplicadores. A investigação da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor e Fraudes (Corf) em parceria com a Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos do Consumidor (Prodecon) do Ministério Público do Distrito Federal, descobriu que o grupo indicava ampliação da moeda para o mercado internacional como forma de convencimento. Em áudio, o presidente Welbert Richard dizia que a negociação estava certa.

Golpe

As atividades do grupo começaram em janeiro de 2017. Pessoas eram induzidas a aplicar o seu dinheiro na moeda virtual com a promessa de 1% de lucro ao dia. Como forma de convencimento, os envolvidos promoviam festas de música eletrônica e ostentavam carros de luxo, além disso, falavam que, em até seis meses, os investidores teriam ganhado R$ 1 milhão. No início, era possível o saque de qualquer quantia, depois, a empresa permitia saques no limite de R$ 600. Com o tempo, as vítimas tiveram dificuldades para resgatar o dinheiro aplicado, inclusive com coações e ameaças.

Adicionar Comentário

Clique aqui para adicionar um comentário

20 − cinco =

Mais lidas

Send this to a friend