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Gaeco investiga R$ 200 mil encontrados na casa de assessor de Bispo Renato

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Responsável pela Operação Drácon, que desvendou um esquema de liberação de sobras orçamentárias por meio de emendas parlamentares em troca de propina, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) atuará também na investigação do distrital Bispo Renato Andrade (PR).

O parlamentar é réu por corrupção passiva por conta da suposta participação no conchavo, pelos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de capitais. Segundo o inquérito, há indícios de que o deputado tentou esconder R$ 200 mil, recebidos ilegalmente, na residência de um funcionário comissionado de seu gabinete na Câmara Legislativa.
A participação do Gaeco, vinculado ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), nas investigações deve ser oficializada nos próximos dias. Os promotores requisitaram permissão à Procuradoria-Geral de Justiça do DF para ingressar no caso por acreditarem que as informações obtidas podem reforçar o embasamento do processo que tramita no Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) contra os distritais Celina Leão (PPS), Cristiano Araújo (PSD), Julio Cesar (PRB) e Raimundo Ribeiro (PPS), além de Bispo Renato. As provas poderão ser utilizadas, ainda, na ação que se encontra em 1ª instância contra o ex-secretário-geral da Câmara Legislativa Valério Neves, o ex-comissionado ligado ao parlamentar Alexandre Braga Cerqueira e o ex-diretor do Fundo de Saúde do DF Ricardo Cardoso.
Propina 
Após o recebimento do conteúdo por meio da DRF, o titular da Decap, o delegado Jonas Bessa de Paula, requisitou cópia integral do inquérito civil público que trata da emenda parlamentar para empresas de saúde, em curso na Promotoria de Defesa dos Serviços de Saúde, sob a responsabilidade do promotor Jairo Bisol. O objetivo é avaliar possível relação entre a investigação sobre a suposta ocultação dos R$ 200 mil e a Drácon.
Réu por corrupção passiva, Bispo Renato Andrade ainda é alvo de uma ação de improbidade administrativa devido ao suposto envolvimento no esquema investigado pela Drácon. No último dia 11, a 7ª Vara da Fazenda Pública do DF deu prazo de 15 dias para que os denunciados apresentem defesa prévia, antes da decisão sobre o recebimento da inicial.
Em nota, o advogado do distrital, Bernardo Fenelon, alegou que “qualquer investigação nesse sentido é um absurdo, na medida em que nada mais é que o desperdício de tempo e dinheiro público”. “O mínimo que se espera do Ministério Público local é a atuação para esclarecer os fatos e não permitir a exposição desnecessária de um parlamentar”, acrescenta.
Ana Viriato
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