Dodge pede revogação de liminar que mantém salário de Leonardo Bandarra

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a revogação da liminar que mantém o pagamento de salário ao promotor Leonardo Bandarra, apesar da pena de demissão imposta pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal na última terça-feira, Dodge lembrou que Bandarra “continua percebendo vencimentos e vantagens pecuniárias do cargo sem a correspondente contraprestação laboral”.
O integrante do MPDFT, acusado de envolvimento no esquema da Operação Caixa de Pandora, foi demitido pelo CNMP em 2011 mas, no ano seguinte, o ministro Gilmar Mendes concedeu uma liminar permitindo que Bandarra mantivesse o salário, atualmente de R$ 33,3 mil.
O ex-procurador-geral de Justiça do DF entrou com mandado de segurança no STF contra a decisão do Conselho Nacional do Ministério Público. No processo disciplinar, a defesa de Bandarra apontou uma suposta violação ao princípio do contraditório. Mas, por maioria, o CNMP aplicou a pena de demissão por “violação de sigilo de feito criminal com a solicitação e a obtenção de recompensa” e por “imputação de exigência de vantagem pecuniária indevida”. Bandarra e a promotora Deborah Guerner foram acusados de vazar informações sigilosas em troca de suposta propina e de tentativa de extorsão.
Ação 
A advogada de Leonardo Bandarra, Gabriela Bemfica, defende a manutenção do pagamento de salários ao promotor até o trânsito em julgado da ação judicial que pede a perda do cargo. “A demissão precisa ser confirmada judicialmente, em respeito à Constituição”, alegou a advogada. “Com a liminar, o ministro Gilmar Mendes cumpriu o texto constitucional”, afirmou.
Helena Mader
Leia mais no Correio

Adicionar Comentário

Clique aqui para adicionar um comentário

treze + 5 =

Mais lidas

Send this to a friend