Celina Leão será ouvida pela polícia por violação de sigilo e prevaricação

Eles são suspeitos do crime de violação de sigilo profissional e prevaricação e terão que prestar depoimento à Polícia Civil sobre as denúncias.

A Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) vai investigar a relação entre a deputada distrital Celina Leão (PPS) e o defensor público geral do Distrito Federal, Ricardo Batista Sousa.
Como o Correio mostrou ontem, Celina usou informações médicas sigilosas do defensor público André Moura, que atuou na CPI da Saúde e nas investigações da Operação Drácon, para tentar desqualificá-lo em discursos na Câmara Legislativa. Os documentos internos teriam sido repassados por Ricardo Batista. Se condenados, a pena pode chegar a sete anos de prisão, com perda do cargo público. Eles ainda podem ser alvo de ação de improbidade administrativa por violação da moralidade e legalidade.
O inquérito foi instaurado a pedido da Procuradoria-Geral de Justiça do Distrito Federal, já que Celina Leão tem foro privilegiado. De acordo com a portaria que abriu a investigação, assinada pelo delegado Jonas Bessa de Paula, “os dados médicos de André de Moura Soares, constantes nos autos de seu processo administrativo funcional, então arquivados há 995 dias, teriam sido violados em 27 de setembro de 2016, desarquivados e encaminhados ao gabinete do defensor público geral”.
A Polícia Civil quer identificar a servidora que, usando crachá da Defensoria Pública, teria comparecido à sede da Subsecretaria de Segurança e Saúde do Trabalho da Secretaria de Planejamento, em 18 de agosto de 2016, pedindo acesso ao processo administrativo relacionado ao defensor André Moura. A Decap vai ouvir André Moura, Ricardo Batista e a distrital Celina Leão, além da corregedora da Defensoria Pública, Elisângela Guimarães Santos, e servidores da Secretaria de Planejamento e defensores.
Helena Mader
Leia mais no Correio
Send this to a friend