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Detentos limpam o Lago Paranoá em ação de conscientização

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Garrafas, copos, embalagens diversas, pedaços de papel… Foi isso com que a reportagem do Jornal de Brasília se deparou ao acompanhar uma limpeza no Lago Paranoá durante a manhã de ontem.

A campanha Semana Lago Limpo, promovida pela Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), é realizada há sete anos com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do espelho d’água. Em breve, Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) vai começar a captar água dali para abastecer algumas regiões do DF.

Cerca de 40 detentos participaram de dois dias de coleta, em pelo menos três pontos diferentes do lago com grandes quantidades de lixo. Só no ano passado, quatro toneladas de resíduos foram recolhidas.

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Sensibilização

Segundo Laerte Brito, superintendente de Planejamento e Projetos Especiais da Adasa, a ação serve como uma conscientização tanto da população como dos presos. “O importante é que a população entenda a importância daqui [Lago Paranoá] para todo o DF. Eles [os reeducandos] vão poder desfrutar do local depois que saírem”, destaca.

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Brito também destaca que a quantidade de lixo recolhida tem diminuído com o passar dos anos, mas ainda não é o bastante. “Por causa do projeto da Caesb, agora a população vai começar a beber da água que vem do lago. A atenção tem que ser ainda maior” diz o superintendente. Ele afirma que a maioria do lixo é deixada pelos próprios frequentadores do lago.

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Uso múltiplo

Alba Evangelista, da Superintendência de Recursos Hídricos da Adasa, explica que Lago Paranoá foi concebido inicialmente como uma proposta de paisagismo, que também iria melhorar o clima seco do Cerrado. Entretanto, com o passar dos anos, o espelho d’água passou também a gerar energia e receber a diluição de efluentes de duas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) do Plano Piloto, além de servir como lazer para a população.

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Por causa dos múltiplos usos, nasceu a necessidade de uma gestão dos recursos hídricos. “A fiscalização é extremamente necessária para evitarmos abusos. Seja por captações de água ilegais, clubes despejando esgoto e até banhistas deixando lixo no local. Todas essa ações prejudicam igualmente o Lago Paranoá”, aponta Alba.

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As irregularidades podem resultar em advertências e multas que variam de R$ 10 a R$ 100 mil. Na edição do ano passado, foram identificadas 60 captações irregulares e 14 lançamentos de efluentes não autorizados.

Água vai abastecer a população

A Caesb informou que o projeto de captação de água do Lago Paranoá está perto de ser concluído. No fim da próxima semana, serão realizados alguns testes para verificar o funcionamento do Sistema Produtor de Água do Lago Norte, que irá captar e produzir 700 l/s (litros por segundo).

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A previsão do órgão é de que a captação comece em outubro. As regiões do Lago Norte, Paranoá, Itapoã e Taquari serão beneficiadas com o projeto.

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Outra obra para o abastecimento da população do DF é o Sistema Produtor Corumbá. Retomada em 4 de setembro, a parte goiana da construção está com a estrutura de captação de água 60% executada e com 97% da adutora construída.

A entrega está prevista para dezembro de 2018. A partir dessa data, terá início uma fase de três meses de testes.

SERVIÇO

Encerramento da campanha

  • Neste sábado está marcado para ocorrer o evento de encerramento da Semana do Lago Limpo, no Pontão do Lago Sul, das 9h às 12h. Entre as atividades realizadas, haverá oficina de reciclagem e de educação ambiental em um barco-escola, teatro infantil e muito mais.
  • Também será possível acompanhar um grupo de mergulhadores que irá realizar uma limpeza no lago, coletando lixo da borda do píer.

 

Matheus Venzi
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