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Após período de incertezas, destino do Mané será decidido em julho

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Mané Garrincha

Em meio à investigação de superfaturamento e de pagamento de propina para a construção do estádio, governo resolve dar prosseguimento à licitação que permitirá a uma empresa privada gerir complexo esportivo

O Executivo local enfrentou uma longa espera até definir o que seria feito com o Estádio Nacional Mané Garrincha. Desde o fim da Copa do Mundo de 2014, o destino da arena é incerto. A complexo em que se encontra o estádio, que centraliza um dos maiores escândalos de corrupção da história da capital federal, investigado na Operação Panatenaico, será concedida à iniciativa privada em uma licitação que ocorrerá em 30 julho, conforme adiantou ao Correio a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap).
A empresa escolhida deverá investir R$ 200 milhões no estádio, valor que se estenderá a reformas no Ginásio Nilson Nelson e no Complexo Aquático Cláudio Coutinho. O contrato deve ser assinado em meados de novembro, se tudo sair como o governo planeja.
A intenção do Palácio do Buriti é gerar receita aos cofres públicos com a utilização dos três espaços. Segundo a Terracap, duas empresas manifestaram interesse em assumir a administração do complexo esportivo. As diretrizes básicas do que deve ser feito no local serão apresentadas amanhã pela agência.
O governo não detalha o que será feito, mas dá pistas. Uma das propostas é a construção de uma espécie de boulevard com lojas, bares, restaurantes e uma concha acústica para eventos de médio porte. Até uma faculdade de esportes pode ser instalada no local.
Dois pontos são primordiais para o governo: as reformas do Ginásio Nilson Nelson e do Complexo Aquático Cláudio Coutinho, estimadas em R$ 80 milhões, além do aquecimento da economia. Uma consultoria encomendada pela Terracap mostra que é possível arrecadar R$ 3 bilhões em impostos, gerar 4 mil empregos e trazer investimentos de mais de R$ 400 mil para a cidade. A empresa que vencer a licitação pode administrar a chamada ArenaPlex por até 30 anos e ter o contrato renovado por mais três décadas após esse período.

 

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Otávio Augusto
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