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Clã ficha suja: Joaquim Roriz e as duas filhas estão inelegíveis

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Condenações no Judiciário e renúncia de mandato enquadram, na Lei da Ficha Limpa, os três principais nomes da mais tradicional família da política brasiliense

A condenação da deputada distrital Liliane Roriz (PTB) por compra de votos e fraude eleitoral representa um baque na mais tradicional família da política do Distrito Federal. Depois de o ex-governador Joaquim Roriz e da ex-deputada federal Jaqueline Roriz serem enquadrados na Lei da Ficha Limpa, a caçula do clã também está inelegível (leia quadro). Liliane só poderá disputar novamente eleições se reverter a decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O primeiro revés na família ocorreu com a renúncia de Joaquim Roriz, em 2007, ao mandato de senador, por causa de gravações em que o ex-governador trata de dinheiro. À época, foi um escândalo. Por esse ato, ele acabou sendo enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Foi um caso emblemático. Roriz ainda tentou se candidatar a um novo mandato nas eleições de 2010, mas teve o registro negado pela Justiça Eleitoral. Coube à mulher do ex-governador, Weslian Roriz, sucedê-lo na campanha. Ela, no entanto, foi derrotada por Agnelo Queiroz (PT) e não pensa mais em voltar à política.
A aposta inicial de Roriz era a filha do meio, Jaqueline Roriz. Ela se elegeu deputada distrital e federal, mas viu a trajetória política ruir depois de aparecer em vídeo recebendo dinheiro das mãos de Durval Barbosa, delator da Operação Caixa de Pandora. Condenada em segunda instância, Jaqueline também foi enquadrada na Lei da Ficha Limpa.
Liliane Roriz apareceu nesse vácuo do clã. Candidatou-se pela primeira vez em 2010 e se reelegeu quatro anos depois. Mas também se envolveu em problemas judiciais e está inelegível. Se o pleito fosse hoje, a deputada distrital não obteria o registro da Justiça Eleitoral. Com isso, a família planeja, se for preciso, lançar a candidatura de Joaquim Domingos Roriz Neto, filho de Jaqueline. Ele concorreu na última eleição com o nome do avô na urna: Joaquim Roriz. Mas não foi suficiente para se eleger. Teve 29.481 votos.
O julgamento que complicou o futuro político de Liliane Roriz foi realizado na noite da última segunda-feira. Por unanimidade, os integrantes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) condenaram Liliane a uma pena de 4 anos, 5 meses e 8 dias de reclusão em regime semiaberto, além de uma multa equivalente a 60 salários mínimos.
O processo foi aberto a partir de uma ação do Ministério Público Eleitoral, que denunciou a distrital por supostamente oferecer vantagens indevidas a eleitores durante a campanha de 2010, quando Liliane Roriz se elegeu deputada distrital. Ela também é acusada de não ter declarado despesas com funcionários na prestação de contas da campanha. No processo, a deputada argumentou que se tratava de trabalho voluntário. Há um ano, o TRE condenou a distrital pelos mesmos crimes. Mas, desde então, surgiram novas testemunhas e uma nova ação foi aberta, levando a outra condenação.
Ana Maria Campos , Helena Mader

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