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Saúde confirma morte por bactéria no Hmib

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A Secretaria de Saúde confirma que a causa da morte de um bebê internado na UTINeonatal do Hospital Materno-Infantil foi uma infecção da bactéria Serratia, tipo multirresistente que vem de ambientes de cuidados intensivos.

A colonização também foi constatada em um recém-nascido que continua internado, e ele está sendo medicado. A pasta suspeitava que outras duas crianças teriam falecido pelo mesmo motivo. Porém, em um dos casos, a possibilidade foi descartada, e ainda não houve confirmação do outro.

A preocupação de população e sindicatos da área da saúde é que a bactéria se alastre para mais crianças. Jorge Vianna, vice-presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal (Sindate-DF), afirma que há uma consternação em relação ao estoque dos equipamentos de proteção individual (EPIs).

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“A secretaria tem uma deficiência grande de EPIs. Hoje (ontem), a UTI não tinha capotes descartáveis, mas de pano. O profissional fica o dia todo com ele. Os descartáveis são um para cada paciente”, denuncia Jorge Vianna.

“Estoque garantido”

A secretaria divulgou que uma das formas de combate à proliferação da bactéria seria o uso adequado e intenso dos EPIs no ambiente de isolamento. Ademais, a direção do Hmib informou que a unidade tem um estoque de 1,6 mil capotes de tecido, o que seria suficiente para suprir a demanda local. Está prevista para hoje a chegada de mais 500 capotes.

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A nota ainda explica que “os capotes em tecido são trocados periodicamente e lavados após o uso, e, só então, disponibilizados para os servidores”. Assim, não haveria qualquer risco de infecção, uma vez que o controle da limpeza desses materiais seria rigoroso. A pasta divulgou ainda que a UTI neonatal do Hmib tem capacidade para internação de até 40 bebês e, até ontem, havia 33.

Nova contaminação

Ao divulgar a confirmação de outro bebê na UTI Neonatal diagnosticado com um caso de colonização da Serratia, a secretaria esclareceu que o paciente está em isolamento e recebe medicação. Segundo o órgão, o remédio para combater a esse tipo de bactéria está presente nos estoques da pasta. O quadro clínico é estável.

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Desde quarta-feira passada, o atendimento no Centro Obstétrico do hospital está restrito a casos emergenciais, excluindo, por exemplo, partos com data marcada, sangramentos e abortamentos. As demandas emergenciais, inclusive as cirúrgicas, estão mantidas no hospital, que é referência na rede em cirurgia pediátrica.

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Os partos de baixo risco foram direcionados ao para os hospitais do Paranoá, da Asa Norte e de Samambaia. Já as mulheres que precisarem de cuidados especiais na hora de dar à luz vão ser encaminhadas para a regional de Taguatinga e para o Hospital Universitário de Brasília (HUB).

Problemas na limpeza

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Enquanto na unidade da Asa Sul o problema era a contaminação bactericida, no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), a falta de limpeza atrapalhou o bom funcionamento do local. Porém, o problema não foi somente ali. Mais de mil trabalhadores cruzaram os braços devido à falta de pagamento, que deveria ter ocorrido em 6 de março, quinto dia útil do mês.

Segundo o Sindserviços, que representa a categoria dos funcionários terceirizados da limpeza, o Hospital de Apoio, o Instituto de Saúde Mental, os hospitais regionais de Santa Maria, Planaltina, Sobradinho e Gama e diversos postos de saúde ficaram somente com o mínimo pedido por lei em dias de greve.

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Cirurgias canceladas

No Hran, devido à falta de tempo hábil para a limpeza da sala de cirurgia, quatro procedimentos foram cancelados na tarde de ontem. Havia cinco programados. Apenas três funcionários foram disponibilizados para a limpeza das muitas áreas hospitalares. Para hoje, há 11 cirurgias eletivas agendadas e nenhuma previsão para cancelamento. A greve dos funcionários é por tempo indeterminado ou até o recebimento dos atrasados.

A direção do Sindserviços informa que, ao longo dos últimos dois anos, o atraso dos salários dos trabalhadores terceirizados ocorreu quase todos os meses. As empresas dizem que o Governo do Distrito Federal demora a fazer os repasses, apesar da cláusula da lei de licitações que avisa que o pagamento pode ser feito em até 90 dias do trabalho realizado.

De acordo com a Secretaria de Saúde, parte do pagamento às três empresas responsáveis pela limpeza das unidades, no valor de R$ 3,6 milhões, foi realizado na quarta- feira. Porém, aguarda a liberação de recursos para quitar o restante, R$ 9 milhões, na próxima semana.

João Paulo Mariano
Jornal de Brasília

 

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