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Sandra Faraj ganha mais tempo

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O presidente da Casa, Joe Valle (PDT), decidiu adiar a análise, que ficou para a próxima segunda-feira. Mas há quem acredite que tem dedo do Palácio do Buriti na blindagem da deputada evangélica.

No dia em que os deputados distritais da Mesa Diretora decidiriam se aceitarão ou não a representação que pede a cassação do mandato da deputada distrital Sandra Faraj (SD), uma nova denúncia agrava a situação da parlamentar: falsificação de assinatura para quitação de uma nota fiscal, que, segundo o fornecedor, não foi paga.

O processo, de acordo com Joe, será enviado à Procuradoria, para que se manifeste sobre os novos fatos. Quando voltar à Mesa, será escolhido um deputado para relatar o texto que, então, será analisado pelo colegiado, do qual Sandra Faraj faz parte. A previsão é de que isso ocorra na próxima segunda-feira. “Ela não participa da decisão. Pedimos que ela se retirasse”, explica o presidente.

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Nos bastidores, as conversas dão conta de que o governador Rodrigo Rollemberg tenha interesse em proteger a parlamentar e contaria, não fosse a nova denúncia, com o arquivamento do pedido ontem mesmo. “Rodrigo tem um compromisso com ela, de blindá-la”, disse um parlamentar, sob a condição de anonimato.

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Se o processo chegar ao Plenário, o entendimento é unânime: Sandra não deve passar. Ela se desgastou com quase todos os deputados, ao mudar de lado, quando foram escolhidos os presidentes das comissões permanentes da Casa.

Oposição

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O vice-presidente Wellington Luiz (PMDB) disse desconhecer qualquer interferência do Executivo no processo. “Se ele tem essa operação, não me envolve. Ele não influencia em nenhum dos meus atos”, garante o parlamentar.

Ele atribui o adiamento tão somente aos fotos novos – o sócio da empresa Netpub e ex-funcionário do gabinete da deputada, Filipe Nogueira, não reconhece o carimbo e a assinatura constantes de uma das 12 notas apresentadas pela defesa da distrital. Nogueira alega que não recebeu por serviços prestados para a deputada, que teria embolsado R$ 150 mil da verba indenizatória.

“Tem vários aspectos, na defesa , que não ficaram claros. Minha assessoria e eu entendemos que deveriam esclarecer mais algumas coisas”, aponta o peemedebista.

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Saiba mais

  • O líder do governo, deputado Rodrigo Delmasso (Podemos), saiu em defesa do Palácio do Buriti e do governador Rodrigo Rollemberg: “Não existe interferência nesse processo. O governo entende que esta é uma questão interna da Câmara e não vai interferir na discussão.”
  • O que o governador quer, nas palavras do deputado, “é que os projetos que são prioridade para o andamento das políticas públicas da cidade sejam aprovados”.

Suplente é nomeado

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Ansioso pelo julgamento da representação contra Sandra na Câmara Legislativa, o suplente Roosevelt Vilela (PSB) foi nomeado administrador da Candangolândia, reduto eleitoral dele. Ele ainda vai acumular os comandos do Park Way e do Núcleo Bandeirante, conforme publicação do Diário Oficial do DF de ontem.

A nomeação só reforça as teorias de que Rollemberg esteja tentando blindar a deputada.

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Vilela é do mesmo partido do governador e, na Câmara, seria um importante aliado do Palácio do Buriti, estava como secretário adjunto na pasta de Cidades, comandada pelo articulador do governador, Marcos Dantas.

Roosevelt permanecia, no entanto, em contato com as regiões que, agora, vai administrar. Na semana passada, postou no Facebook uma foto de uma reunião do ano com os artesãos das três regiões administrativas “para definir o calendário de trabalho deste ano”.

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A reunião, conforme escreveu, foi muito produtiva. “Tenho muito orgulho de ter iniciado esse trabalho nas cidades da Candangolândia, Núcleo Bandeirante e Park Way. Contem sempre comigo”, postou.

Defesa

O advogado Cléber Lopes, que defende Sandra Faraj, disse que já está trabalhando no complemento da defesa da deputada. “Não tivemos tempo ainda de avaliar o que foi divulgado. Mas, ao longo desta semana, vamos fazê-lo, para que a Mesa decida de maneira esclarecida”, explica.

A defesa sustenta que a deputada pagou os R$ 150 mil cobrados pelo denunciante, em dinheiro. E que, portanto, não teria como comprovar as quitações.

Millena Lopes
Jornal de Brasília

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