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Professores da rede pública têm encontro hoje com o GDF para discutir greve

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Categoria decidiu manter a paralisação mesmo após a Justiça considerar o movimento ilegal. Durante protesto, o Eixo Monumental ficou bloqueado e um grupo tentou invadir o Buriti. Governador exigiu a liberação do trânsito para receber os grevistas hoje

O impasse nas negociações com o governo levou os professores da rede pública a radicalizarem o movimento grevista. Depois de uma assembleia, realizada ontem, em frente ao Palácio do Buriti, eles fecharam o Eixo Monumental durante toda a tarde, provocando caos no trânsito da área central.
Os profissionais da rede pública de ensino exigiam uma reunião com o governador Rodrigo Rollemberg para apresentar as reivindicações, mas o chefe do Executivo informou que só receberia o grupo depois que os servidores liberassem o tráfego.
O grupo aceitou a proposta e deixou a pista à noite, depois de mais de seis horas. A reunião do governador com os servidores está marcada para a tarde de hoje. De acordo com o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), cerca de 10 mil pessoas participaram do protesto. A Polícia Militar contou 1 mil participantes na assembleia.
Mais de 100 policiais militares acompanharam o movimento e, no fim da manhã, houve confronto com os professores. Os servidores fecharam o Eixo Monumental e um grupo tentou invadir o Palácio do Buriti. A PM conteve os profissionais de ensino com o uso de spray de pimenta.
Pelo menos um professor precisou de atendimento de brigadistas. Logo depois, a PM recebeu reforços de militares do Batalhão de Choque, que se posicionaram ao longo da entrada do palácio. Durante a tarde, o movimento continuou pacificamente.
Nem mesmo o temporal inibiu os servidores do GDF, que dançaram envoltos em bandeiras. A chuva e o bloqueio da pista deram um nó no trânsito de toda a área central, com desvios montados em várias vias. Hoje, haverá um novo protesto do Sinpro, previsto para ocorrer na Praça do Relógio, em Taguatinga.
Pelas redes sociais, o governador comentou o movimento da categoria. “Mesmo após decisão da Justiça, que considerou ilegal a paralisação dos professores no DF, grevistas tentaram invadir o Palácio do Buriti nesta quarta-feira. Um princípio de tumulto foi controlado pela Polícia Militar e, felizmente, ninguém ficou ferido. É lamentável que educadores adotem esse tipo de postura, desrespeitando a livre circulação de milhares de pessoas com a interrupção do trânsito”, comentou Rodrigo Rollemberg.
Samuel Fernandes, diretor do Sinpro, explicou que as principais causas do movimento são lutar contra a Reforma da Previdência, cobrar o pagamento da última parcela do reajuste aprovado em 2013 e exigir o pagamento das licenças-prêmio atrasadas (veja o quadro). “Além disso, o governo não vem colocando em prática a Meta 17 do Plano Distrital de Educação, que prevê a equiparação dos salários dos professores à média dos demais servidores. Mas, entre as 29 carreiras de nível superior do GDF, os professores têm o pior salário”, reclamou Samuel.
Gabriella Bertoni e Júlia Campos 
Especial para o Correio

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