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Preso, Luiz Estevão mantém avião no jardim da casa dele, no Lago Sul

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Luiz Estevão

O avião pertence a uma empresa da família e está bloqueado desde 2000 pela Justiça Federal de São Paulo

Preso no Complexo da Papuda, o ex-senador Luiz Estevão mantém estacionado o jatinho dele no pátio de casa, no Lago Sul, área nobre de Brasília. A aeronave, comprada em 1999, deve ficar parada no jardim da mansão até que a Justiça defina o destino dela. O empresário não pode vender o avião porque a 12ª Vara Cível da Justiça Federal de São Paulo determinou a indisponibilidade do bem.

Procurado, o advogado dele, Marcelo Bessa, não quis se pronunciar sobre o avião no meio da residência.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, a aeronave está com o certificado de aeronavegabilidade vencido desde setembro de 2010. A inspeção anual de manutenção também está vencida desde setembro de 2008.

O avião é de modelo produzido entre 1973 e 1994. Bimotor de médio porte, é considerado de alta performance. Ele tem capacidade de transportar até oito passageiros em viagens, inclusive em viagens internacionais.

Mesmo sem poder vendê-lo, ele é obrigado pela Justiça a mantê-lo, como fiel depositário. Isso até a Justiça definir se pode colocá-lo a leilão para indenizar eventuais prejuízos aos cofres públicos. Enquanto o empresário permanece detido, ele economiza o aluguel de um hangar no Aeroporto de Brasília.

Preso na Papuda

Ele cumpre pena desde março de 2016. Ele divide cela com o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato e com o publicitário Ramon Hollerbach, ambos condenados no escândalo do mensalão.

A condenação foi imposta pela Justiça de São Paulo, a 31 anos de prisão pelos crimes de corrupção ativa, estelionato, peculato, formação de quadrilha e uso de documento falso nas obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Como dois dos crimes, quadrilha e uso de documento falso prescreveram, a pena final caiu para 26 anos.

Ex-senador Luiz Estevão chega para depoimento na 10ª Vara Federal, em Brasília (Foto: TV Globo/Reprodução)

Ex-senador Luiz Estevão chega para depoimento na 10ª Vara Federal, em Brasília (Foto: TV Globo/Reprodução)

Antes de ser preso, Estevão afirmou que andava com um pacote de roupas no carro para o caso de ser preso sem que tivesse tempo de passar em casa. “Todo dia, desde que o Supremo [Tribunal Federal] pediu minha prisão, eu já saia com uma mala no carro, com as minhas roupas, para caso eu fosse preso de dia.”

Na ocasião, Estevão declarou que ele e a família já esperavam o início do cumprimento da pena em regime fechado. “Um dia ela viria. Podia ser hoje, daqui um mês ou amanhã.” Perguntado se se arrependia dos desvios de verbas durante a construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, ele disse que espera um dia contar sua versão do caso. “A história do TRT é muito mal contada. Espero ter tempo e saúde para um dia esclarecer”. Ele não quis dar detalhes sobre o assunto.

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