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“Esquenta” do Carnaval reúne 30 mil foliões na área central de Brasília

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No último dia de “esquenta” para o feriado de Carnaval, a estimativa do Governo de Brasília de movimentar 60 mil foliões não se cumpriu.

De acordo com a Polícia Militar, foram 30 mil pessoas na rua até as 21h de ontem, distribuídas em bloquinhos maiores, como o Encosta que Cresce, no estacionamento do ginásio Nilson Nelson, e eventos de nicho, a exemplo do Bloquinho da 116 Norte, na comercial da quadra.

Na 116 Norte, o público reduzido preencheu o espaço entre os blocos e a via não foi bloqueada para carros. Por lá apareceram algumas das fantasias mais criativas do domingo. Uma delas foi a do universitário Renato Bueno, 23, que, inspirado no longa-metragem Forrest Gump, de 1994, se vestiu de “veterano da guerra do Vietnã que anuncia o fim do mundo.”

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O estudante justificou a fantasia por ser um de seus filmes preferidos e aproveitou para elogiar o Carnaval de rua do DF. “É um evento muito brasiliense mesmo, com as festas começando dentro das quadras, mas também indo para espaços abertos”, detalhou o rapaz. “Está tudo muito bacana, não tem muito do que reclamar”, resumiu.

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O Bloquinho da 116 Norte é uma iniciativa independente, que sequer está listado na programação oficial da Secretaria de Cultura. Conforme o hotsite da pasta, ontem aconteceram sete blocos registrados junto ao governo: Cabeça do Pimpolho, Cafuçu do Cerrado, Encosta que Cresce e Falta Pouco, no Plano Piloto; Carnaval Kids, em Taguatinga; Carna Run Kids, Lago Norte; e Sapeka Aí, no Guará II.

Saiba mais

  • Durante o feriado de Carnaval, a Polícia Civil vai operar 24 horas por dia em quatro unidades no Plano Piloto e outras 13 nas demais regiões administrativas. A Delegacia Eletrônica, pela internet, e o telefone 197 também estarão à disposição da população.
  • No Plano, as delegacias 24 horas serão a 1ª DP (Asa Sul), a 5ª DP (Setor Central), a Delegacia da Criança e do Adolescente e a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam).

Confusão

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Em um dos blocos mais tradicionais, o Falta Pouco, que acontece há 11 anos na Praça dos Prazeres, na 201 Norte, houve confusão entre a organização e Agência de Fiscalização (Agefis). Segundo um agente do órgão, o croqui com a disposição dos estandes de venda de bebidas não previa a presença deles em frente ao palco montado entre os blocos A e B da comercial. Por isso, eles foram retirados e, os produtos, ecolhidos em um caminhão.

A organizadora do bloco, Juliana Andrade, conhecida como Jul Pagul, afirmou ter sido humilhada por um dos fiscais e mostrou cópias de documentos que comprovariam e legalidade dos estandes de vendas em frente ao palco. “Foram sete reuniões com o GDF, sendo duas em audiência pública, e estava tudo explicadinho. Ele (o fiscal) chegou a dizer que eu não entreguei o croqui. Como não se eu tenho o alvará?”, reclamou, com o papel em mãos.

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Myke Sena
Myke Sena

Foliões puxaram gritos de ordem a favor da organização, e os homens da Polícia Militar que rondavam o bloco sacaram seus sprays de pimenta. No fim, porém, eles não foram utilizados e, sob vaias, os produtos foram levados a um depósito. Jul Pagul criticou a ação das autoridades e argumentou que o dinheiro obtido nos estandes serviria para pagar os R$ 7 mil investidos nas atrações musicais do dia.

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Nos últimos dois dias, a Praça dos Prazeres foi alvo de desavenças entre ambulantes e foliões e a PM. Na quadra, funcionava o antigo Balaio Café, que por anos sofreu com as restrições impostas pela Lei do Silêncio. Segundo Jul Pagul, também dona do Café, isso reforça a posição do local como ponto de resistência. Ela criticou as políticas do governo.

Eric Zambon – Jornal de Brasília – 

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