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Morador do DF acha cobra-cipó de 1,2 m no banheiro de casa

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Espécie é considerada ‘semi-peçonhenta’, não tem veneno, mas produz substância que pode causar inchaço e dor após mordida, A Serpente foi capturada pelo Batalhão Ambiental e levada para triagem.

Uma cobra-cipó adulta de 1,2 metro foi encontrada na manhã desta sexta-feira (27) por um morador do Park Way, no Distrito Federal, no banheiro de casa. A serpente foi capturada por policiais militares do Batalhão Ambiental e encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde deve passar por avaliação antes de ser devolvida à natureza.

De acordo com os policiais, a suspeita é de que a cobra tenha saído de uma região coberta por vegetação nas proximidades e que tenha entrado no condomínio por uma trepadeira que reveste o muro ao redor do endereço. A espécie é considerada “semi-peçonhenta” – não tem veneno, mas produz uma substância tóxica que pode causar inchaços e dor após a mordida.

Quando adultas, elas atingem de 1,2 metro, sendo serpentes muito finas e relativamente compridas. Elas comem lagartos, pássaros e pererecas. As fêmeas põem entre 15 e 18 ovos.

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Em todo o ano passado, foram capturadas 26 cobras no Park Way. Em todo o DF, foram 278 serpentes. Quem encontrar animais silvestres deve entrar em contato com a Polícia Militar pelo número 190.

Casos na região

O biólogo Lucas Evangelista que morou no Park Way por 25 anos, contou ao G1 que é comum encontrar cobras na região. “Já tirei cobra de dentro de casa, eu saía de casa andando assim pela pista e vinha cobra do mato. De maneira frequente eu via cobra atropelada na pista”, disse.

Segundo ele, o crescimento da região leva ao aparecimento desses animais, que muitas vezes acabam morrendo. “O Park Way cresceu muito. Na época que eu mudei era muito cerrado, muito mato. Era praticamente chácara, não tinha muita gente. Hoje em dia não, expandiu muito. É muita casa, muita gente morando, muito desmatamento”, declarou.

“Mesmo que seja desmatamento legal, quando ele faz isso, acaba expulsando os bichos. A maior parte da perda de biodiversidade é por conta da perda de habitat. Você tira a vegetação nativa dele, sem ter onde ficar, o bicho vai embora e acaba morrendo nessa fuga”, contou o biólogo.

G1 DF

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