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Deputados distritais brigam pelo poder das comissões

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A data da eleição dos grupos deliberativos será marcada na reunião de líderes, prevista para 6 de fevereiro.

A Câmara Legislativa retoma as atividades regulares na próxima quarta-feira. A primeira semana de exercício parlamentar reserva articulações para uma das mais importantes definições na Casa, quando os 24 distritais se distribuirão entre as 10 comissões permanentes.

Os colegiados são encarregados de analisar as bases jurídica, econômica e social dos projetos, por meio de pareceres técnicos, em reuniões semanais e quinzenais. Entretanto, em 2016, 42% desses documentos foram produzidos de forma oral em plenário, durante o debate sobre diversas demandas.

A liderança desses grupos, sinônimos de influência dentro do Legislativo local e ante o Palácio do Buriti, será definida nos momentos prévios à votação. Quatro comissões atraem, de maneira significativa, os parlamentares. As costuras pelos postos ocorrem nos bastidores desde os primeiros acordos relativos à escolha dos componentes da Mesa Diretora. À época, o Bloco Sustentabilidade e Trabalho, da base governista, e distritais da oposição ao GDF uniram-se para derrubar o candidato do governador, Agaciel Maia (PR), e eleger Joe Valle (PDT) à Presidência da Casa.

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Dois meses depois, os grupos, cujos posicionamentos políticos e ideológicos se diferem, ainda buscam equidade na divisão de poderes entre os colegiados. O maior interesse é direcionado à disputada Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por avaliar se as propostas encontram-se em conformidade com as diretrizes jurídicas. Caso entenda-se, por exemplo, que uma matéria é inconstitucional, o objeto sequer é submetido à análise do plenário, salvo quando um oitavo dos distritais interpõem recurso no prazo de cinco dias.

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