Construída sobre ex-lixão, escola do DF reabre após quase 5 anos

Reforma custou R$ 500 mil e local tem capacidade para atender 1,1 mil crianças. Inauguração ocorre no aniversário de 13 anos da região.

 A Escola Classe 1 na Cidade Estrutural foi reinaugurada nesta sexta-feira (27). O evento foi parte das comemorações de aniversário da região, que completa 13 anos hoje.

A escola foi fundada em 2008 e foi fechada em 2012, pela Defesa Civil. Ela foi construída em cima de um antigo lixão e era para ser provisória, mas a demanda de alunos na Estrutural cresceu e a Secretaria de Educação não conseguiu como abrir mão da unidade.

Com capacidade para atender 1.147 crianças com idade a partir de 4 anos, a escola tinha problemas com o gás metano que estava no solo e infestava as salas de aula, desde a inauguração.

A reforma custou cerca de R$ 500 mil. Foram instalados 330 metros de canos e um poço de 2,5 metros de profundidade para captação do gás.

Quando foi fechada, 1,3 mil alunos tiveram de ser transferidos para outras duas instituições: Escola Classe 315 Sul e Centro Educacional 3 do Guará. Também foi alugado um espaço no SIA, onde parte dos alunos tem aula atualmente.

Relembre o caso

No início, a suspeita era de vazamento de gás cozinha. “A equipe técnica do Corpo de Bombeiros detectou vazamento de gás de cozinha e solicitou uma reforma. A reforma foi feita”, afirmou a diretora da escola, Solange Alves Braga.

 “Era uma situação muito desconfortável e afetava diretamente no aprendizado deles [alunos], porque eles ficam inquietos, saem toda hora da sala e reclamam de dor de cabeça, enjoo e muito cansaço”, disse a professora Cristina Barreto.

Mesmo depois da obra, o mau cheiro continuou. A Defesa Civil chegou a cogitar a possibilidade de que a fossa sanitária da escola tivesse entupido, mas após só um laudo de especialistas confirmou que o problema era do gás que vinha debaixo do solo.

Transporte escolar

Com a reabertura da escola, o governo pretende economizar com o aluguel do espaço temporário e o transporte das crianças, que havia sido suspenso durante todo o primeiro semestre de 2016.

O argumento da Secretaria de Educação para ter interrompido o aluguel de ônibus exclusivos para os alunos da Estrutural era que já existiam linhas de transporte coletivo que faziam o trajeto até as escolas. Segundo a pasta, há casos de alunos que usavam o transporte escolar e também tinham o passe livre estudantil.

Em setembro do mesmo ano, o Tribunal de Contas decidiu, por unanimidade, que a Secretaria de Educação volte a oferecer transporte escolar para estudantes que moram na Estrutural e precisam estudar em regiões como Guará e Cruzeiro.

Cerca de 900 alunos precisam sair da Estrutural para assistir às aulas, porque não há colégios suficientes na região. Essa situação gera um custo mensal estimado em 285,9 mil – como o ano letivo tem 200 dias, estima-se um custo anual de R$ 2,6 milhões somente para esse grupo de alunos.

G1 DF

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