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Filippelli leva vantagem na disputa com Rollemberg

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Enquanto o maior bloco da Câmara trabalha para manter o pedetista na cabeça de chapa, mesmo com todas as investidas de Rollemberg para demovê-los da ideia, o grupo de Filippelli tende a aceitar a vice-presidência para garantir a eleição.

Millena Lopes

No cabo de guerra entre o governador Rodrigo Rollemberg e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli para emplacar o novo presidente da Câmara Legislativa, está levando vantagem o peemedebista. Embora as candidaturas de Wellington Luiz (PMDB) e Joe Valle (PDT) ainda estejam postas e confirmadas, os dois grupos devem se unir para derrotar o preferido do governador, Agaciel Maia (PR).

Garantidos, a oposição e os insatisfeitos têm dez votos – talvez 11, já que Israel Batista (PV) ainda pode ceder à pressão palaciana: Cláudio Abrantes (Rede), Chico Leite (Rede), Reginaldo Veras (PDT), Cristiano Araújo (PSD), Rafael Prudente (PMDB), Robério Negreiros (PSDB), Raimundo Ribeiro (PPS), Celina Leão (PPS), além dos próprios Joe e Wellington.

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“Competir com o governador não é fácil, mas vamos levar nossa candidatura e marcar a posição ideológica do nosso bloco. já deixamos claro que não estamos atrás de cargos.”
Reginaldo veras (PDT), líder do bloco Sustentabilidade e Trabalho

O apoio de Liliane Roriz (PTB), principalmente, tem sido alvo de ambos os lados. “É como a noiva desejada”, crava Veras, líder do bloco Sustentabilidade e Trabalho. “Contabilizamos dez votos como certos”, diz o deputado ao dizer que tudo indica que Joe deve encabeçar a chapa. “Vamos ter um almoço nesta terça-feira, mas há chance de Wellington apoiar o Joe”, informa ele, que é um dos maiores defensores da candidatura do pedetista e, principalmente, da independência da Câmara Legislativa.

Saiba mais

  • Considerando que apenas 23 deputados distritais – Bispo Renato (PR) está de licença médica – devem votar na eleição da próxima quinta-feira, 12 votos seriam suficientes para garantir a eleição.
  • Se mais um deputado sair de atestado, o que também é cogitado, poderia ocorrer um empate por 11 a 11. Seguindo os critérios de desempate, Joe levaria vantagem sobre Agaciel.

O governador chamou o bloco liderado por Veras para duas reuniões somente ontem. Nas duas oportunidades, Rollemberg manteve o apoio a Agaciel e tentou persuadir o grupo a fazer composição com o candidato dele. “Competir com o governador não é fácil, mas vamos levar nossa candidatura”, garante Veras.

“Queremos marcar a posição ideológica do nosso bloco”, justifica o deputado do PDT. “Já deixamos claro que não estamos atrás de cargos”, disse ele, antes de se encontrar pela segunda vez com Rollemberg.

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Para hoje, as costuras prometem ser ainda mais intensas, dentro e fora da Casa. “Ninguém ganha essa eleição sozinho. Nem eu, nem o Joe, nem o Agaciel. Os grupos vão ter de se juntar”, aposta Wellington, que diz não se apegar aos cargos. “Por um projeto político que atenda aos nossos anseios, eu posso ceder a essa candidatura”, explica o peemedebista, que defende a independência do Poder Legislativo.

Base é base

Telma Rufino (Pros) é um dos nomes cortejados pelos dois grupos. Rodrigo Delmasso (PTN) garante que não está com Wellington, já que é da base. “Não posso ir com um candidato da oposição”, garante, depois de ter sido contabilizado no grupo de apoio ao peemedebista, na edição de ontem.

Sandra Faraj (SD) e Julio Cesar (PRB) também estão nas contas do governador. Assim como os três petistas – Chico Vigilante, Wasny de Roure e Ricardo Vale, os dois do PSB – Luzia de Paula e Juarezão – e Lira (PHS).

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