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Plano de Turismo Criativo propõe ações para atrair mais visitantes para Brasília

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Ideia é desenvolver a área por meio de projetos inovadores. Lançamento ocorreu nesta sexta (18), com a presença de Rollemberg

SAULO ARAÚJO E MARIANA DAMACENO, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

A arquitetura inovadora de Oscar Niemeyer presente nos mais importantes monumentos da capital federal contribuiu para inserir Brasília na seleta lista de cidades reconhecidas com o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Organização das Nações Unidades para a Educação, Ciência e a Cultura (Unesco), em 1987. A partir de agora, as obras de grande valor histórico e estético serão mostradas aos turistas de forma mais dinâmica. O Plano de Turismo Criativo do DF, lançado na manhã desta sexta-feira (18) durante o II Encontro de Turismo Criativo, tem como foco atrair mais visitantes e fazer com que eles permaneçam mais tempo na cidade.

turismobsb02O evento ocorreu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)e contou com a presença do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, que destacou o setor como a alternativa mais inteligente e eficiente de promover o desenvolvimento da cidade, além de criar inúmeras oportunidades de emprego. “Temos forte vocação para o turismo de eventos, cultural e cívico. A exemplo disso, estão a Copa do Mundo de Futebol, os Jogos Olímpicos e recentemente o Campus Day”, elencou. Em 2018, a capital do País receberá mais um grande evento internacional, o Fórum Mundial da Água.

“Além de promover a imagem da cidade de forma gratuita, a presença desse público (produtores, cineastas e atores) ainda fomenta a criação de empregos na área de maquiagem, de aluguel de equipamentos, entre outros”Caetana Franarin, subsecretária de Produtos e Políticas de Turismo da Secretaria Adjunta de Turismo

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Dentro do plano está o projeto Brasília Cinematográfica, que vai criar condições para o DF se tornar referência para set de locações de filmes nacionais e internacionais. Para atrair produtores, cineastas e atores do Brasil e do mundo para gravarem na capital, a ideia é fazer parcerias com a rede hoteleira e desenvolver ações com a Secretaria de Mobilidade que simplifiquem a vida de quem trabalha no setor audiovisual.

“Queremos que eles entendam que Brasília facilita os projetos de filmagem. Além de promover a imagem da cidade de forma gratuita, a presença desse público ainda fomenta a criação de empregos na área de maquiagem, de aluguel de equipamentos, entre outros”, explicou a subsecretária de Produtos e Políticas de Turismo da Secretaria Adjunta do Turismo, da Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer, Caetana Franarin.

A iniciativa do Brasília Cinematográfica, segundo o secretário adjunto do Turismo, Jaime Recena, seria uma das ações a curto prazo elencadas no plano, que foi construído no decorrer dos últimos dois anos. “Um exemplo disso [da possibilidade do projeto] é o filme O último cine drive-in, que é daqui e agora está disponível no Netflix para o mundo inteiro.” O planejamento com cerca de 150 páginas tem quatro eixos principais: gestão, promoção, infraestrutura e serviços.

Outra medida prevista para alcançar o objetivo, o turismo criativo, é o concurso para escolher uma marca que representará a capital federal. “Igual a outras cidades do mundo, como Nova Iorque [EUA] e Londres [Inglaterra], vamos ter uma marca fortalecida para mostrar Brasília”, detalhou o secretário adjunto. As propostas serão da população, e a escolha da vencedora, segundo ele, deve ocorrer em abril de 2017. “Pretendemos mostrar a cidade que conhecemos, que vai muito além da Esplanada dos Ministérios e do Congresso Nacional.”

O plano ainda incentiva a melhora dos serviços voltados a atender passageiros em trânsito na cidade. Pessoas que vão passar algumas horas no Aeroporto Internacional de Brasília aguardando o voo serão estimuladas a conhecer a área central em passeios a pé ou de bicicletas do projeto Bike Brasília. O turista receberá um mapa bilíngue e orientações para aproveitar melhor o tempo antes do embarque.

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“Dificilmente uma pessoa que vai ao Rio de Janeiro, por exemplo, e tem conexão de quatro horas no Galeão [Aeroporto Internacional] tem a possibilidade de sair de lá e ir ao Corcovado. Brasília tem esse privilégio, de alguém em conexão sair do aeroporto e vir ao Plano Piloto conhecer a cidade” comparou Jaime Recena.

Dentro do conceito de turismo criativo há a necessidade de diversificar a oferta de produtos, e conhecer o perfil do visitante é fundamental para aperfeiçoar os projetos futuros. Para isso, serão contratadas pesquisas para avaliar a impressão do turista sobre Brasília.

O Plano de Turismo Criativo é resultado da parceria da Secretaria Adjunta de Turismo, da Secretaria do Turismo, Esporte e Lazer com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF (Sebrae). Ele custou R$ 95 mil — financiados pelo Sebrae — e formulado com a colaboração e cooperação de representantes de órgãos de governo, sociedade civil, empreendedores, organizações de ensino e lideranças dos setores turístico e cultural da cidade.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Fabio

    19/11/2016 at 16:04

    Com todo respeito, a cidade do cartel, turista não vem, tem cartel de taxistas, de hoteleiros, de bares, boates, restaurantes, estacionamentos pagos. Isso afugenta turistas, grande maioria que vem, ou se hospeda em casa de amigos, parentes, ou em pousadas ou até acampam na cidade, comem em lanchonetes e preferem andar de metrô ou ônibus.

    Eles não são trouxas de utilizar a rede que esfola os turistas com tarifas altissimas e sem contrapartida em serviços.

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