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Parlamentares do DF não foram cobiçados como cabos eleitorais nas votações

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Diante de tantos escândalos envolvendo políticos do DF, poucos foram os brasilienses que se envolveram

Flávia Maia , Ana Viriato – Esp. para o CB /

A crise política nacional e local fez com que poucos políticos do Distrito Federal fossem cobiçados como cabos eleitorais nas votações municipais no Entorno. Os nomes não foram, de fato, essenciais para angariar votos e mover multidões, como ocorreu em pleitos passados. Inclusive, alguns candidatos a cargos majoritários preferiram não relacionar a imagem a políticos desgastados por operações policiais e escândalos. Do mesmo jeito, políticos do DF avaliaram que o retorno seria pequeno para o desgaste da participação nas campanhas municipais.

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Os candidatos a prefeito e a vereador focaram o pedido de apoio a líderes de partidos e políticos de maior calibre no cenário nacional. O deputado Rogério Rosso (PSD), por exemplo, gravou vídeos e inserções em redes sociais, mas não compareceu a comícios ou em corpo a corpo. “Confesso que não participei ativamente. Acabei envolvido com os temas da Câmara Federal e focando no apoio de deputados federais candidatos a prefeito, como o Heuler, em Rio Verde (GO).” Nas eleições passadas, o PSD foi um dos partidos que saiu vitorioso nas eleições do Entorno, fazendo quatro prefeitos, em Cristalina, Formosa, Vila Boa e Luziânia. O parlamentar aposta em reprise de sucesso, com exceção de Luziânia.

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O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) marcou presença nos respiros finais da campanha. Quando era deputado e senador, Rollemberg costumava ser mais presente. Na última segunda-feira, ele foi a Luziânia dar apoio à reeleição de Cristóvão Tormin (PSD-GO), em um evento na cidade. Na eleição de 2012, Tormin contou com a força da família Roriz e de petistas, como Patrício (PT). O deputado federal Alberto Fraga (DEM) entrou mais ativamente na campanha dos colegas de partido. A ideia é recuperar o espaço perdido pelo Democratas (DEM) nas cidades do Entorno. Fraga está apoiando Antônio Lima (DEM), na Cidade Ocidental, e Tullio (DEM), em Águas Lindas.

Para essa eleição, a família Roriz não participou ativamente. A começar pelo interesse das chapas inscritas em Luziânia. Tanto Tormin quanto Marcelo Melo (PSDB) são bem-vistos pelo clã. Embora Marcelo Melo seja um homem mais próximo dos Roriz. Além disso, Liliane (PTB) está ocupada com os desdobramentos da Operação Drácon. Ainda assim, conseguiu tempo para apoiar o candidato Dr. Adolpho (PMDB), em Santo Antônio do Descoberto, e Ernesto Roller (PMDB), em Formosa.

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Celina Leão (PPS) participou menos do que queria nas eleições municipais no Entorno. Essa era uma das estratégias para ela chegar ao cargo de deputada federal que tanto almeja. Porém, sendo o centro da Operação Drácon, Celina concentrou-se no seu mandato. Fora que a imagem desgastada da deputada poderia atrapalhar os candidatos a prefeitos e vereadores. Gim Argello (PTB) é outro nome forte e que foi importante nas eleições de 2012, mas, para 2016, não teve participação por conta da prisão pela Operação Lava-Jato.

Sempre cabe mais um
Embora os membros da Câmara Legislativa do DF estejam menos ativos do que em votações anteriores, alguns parlamentares tiveram tempo de dar apoio. E os candidatos a prefeito não desprezaram quem se dispôs a ir para carreatas, distribuir panfletos e fazer corpo a corpo. O presidente da Casa, Juarezão (PSB), demonstrou apoio, em comícios e declarações, a dois interessados em cargos de prefeito : Hildo do Candango (PSDB), em Águas Lindas, e ao também tucano Marcelo Melo, em Luziânia. O líder do PT no Legislativo local, Wasny de Roure, acredita na reeleição da vereadora Kedma Karen (PT) devido à experiência da candidata. “Ela tem pleno conhecimento sobre a administração do local e busca fortalecer serviços públicos, como a educação”.

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O Bispo Renato (PR), embora tenha sido secretário do Entorno na gestão Agnelo, não tem sido expressivo na campanha. O distrital Reginaldo Veras (PDT) declara apoio a três candidatos ao posto de vereador em cidades do Entorno: Professor Brito (PP), em Planaltina; Professor Denildson (PTC), em Águas Lindas; e Fernando Peixoto (PDT), em Padre Bernardo. O parlamentar alega conhecê-los há anos e fornece suporte de logística e acompanhamento. “Eles têm princípios políticos semelhantes aos meus.”

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Embora enfraquecido, o PT tenta, ao menos, manter o quadro das eleições passadas. Chico Vigilante (PT) aposta na importância da continuidade da gestão petista em Valparaíso. O distrital apoia Roberto Martins (PT), candidato à sucessão de Lucimar Nascimento. “Durante o mandato dela, a saúde tornou-se referência no Entorno. Algumas pessoas saem de Brasília para se consultarem lá. Isso é um fenômeno. O crescimento não pode parar”, declara. Já Cristiano Araújo (PSD), mesmo com a imagem arranhada pela Drácon, aposta em Afrânio Pimentel (PR) em Valparaíso devido “às propostas concretas para a geração de empregos e renda, desenvolvimento do setor produtivo e maior integração entre o Entorno e o Distrito Federal”.

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