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Cidadãos fazem auditoria em 65 unidades básicas de saúde do DF

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Relatório, que reúne exemplos bem-sucedidos e necessidades de melhorias, foi entregue nesta sexta-feira (7) pela Controladoria-Geral à Secretaria de Saúde

MARIANA DAMACENO
AGÊNCIA BRASÍLIA

Sessenta e cinco unidades básicas de saúde que contêm a Estratégia Saúde da Família foram auditadas por cidadãos do Distrito Federal. O resultado das visitas, feitas por 300 pessoas em 10 de junho, foi entregue ao secretário de Saúde, Humberto Fonseca, e à colaboradora do governo Márcia Rollemberg, nesta sexta-feira (7), pela Controladoria-Geral do Distrito Federal.

Com a versão simplificada de uma matriz de auditoria interna, os voluntários checaram itens relacionados à estrutura física, à farmácia e aos equipamentos e insumos de cada centro de saúde. Eles também fizeram uma pesquisa de opinião com os pacientes. “A gente entende que, quando o cidadão está na ponta, é muito mais fácil ele perceber a realidade do que um auditor nosso, por exemplo”, explicou o subcontrolador de Transparência e Controle Social, da Controladoria-Geral, Diego Ramalho Freitas.

Após os quatro meses, as equipes retornarão para verificar se os problemas foram solucionados

Foram levantados, durante a auditoria cívica, 2.871 pontos que necessitam ser melhorados em um prazo que varia de imediato (para os mais simples) a 120 dias (os complexos). “Tem muita coisa pontual, que dá para ser resolvida pela própria coordenação do lugar, como falta de controle e problemas de organização”, disse Freitas. Os casos mais graves, segundo ele, referem-se à estrutura.

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Os reparos simples envolvem cuidados como implementação de espaço para resíduos sólidos e de armários nos banheiros para os funcionários. Entre os pontos que precisam de maior investimento está a construção de um consultório odontológico.

Após os quatro meses, as equipes retornarão para verificar se os problemas foram solucionados. Depois, as outras cerca de 50 unidades básicas de saúde que têm a estratégia no DF receberão as visitas. Houve sorteio para definir quais integrariam a primeira parte do projeto.

Média de nota dada pelos usuários é positiva

A avaliação de quem usa os serviços das unidades básicas foi vista pelos gestores como positiva. Riacho Fundo, por exemplo, teve nota média 9, enquanto Candangolândia, Gama, Samambaia, Santa Maria, Sobradinho e Taguatinga, 8. Brazlândia, Ceilândia, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas e São Sebastião tiveram a média 7. As menores notas foram as apuradas na Estrutural, que também envolve o Guará (5), e na Granja do Torto (6). Foram feitas 386 pesquisas de opinião no total.

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Para o subcontrolador Freitas, é nítida a relação mais próxima entre os pacientes e as equipes de saúde das unidades básicas. “Os lugares, em geral, são bem-vistos pelo cidadão. E é importante ressaltar que estamos falando da atenção primária.”

Equipes tinham cidadãos que utilizam o serviço

As visitas para a auditoria duraram um dia, mas a iniciativa teve cerca de quatro meses de preparação. Os voluntários foram capacitados e levaram aos locais check lists específicos sobre o que teriam de verificar. Em cada equipe, foi feito um esforço para que tivesse pelo menos uma pessoa que usa os serviços do local.

“O gestor terá um material muito rico, feito pelo cidadão e in loco”, avalia o subcontrolador de Transparência e Controle Social. Segundo ele, a medida é uma novidade e deve ocorrer constantemente, inclusive em outras áreas do governo.

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Exemplos bem-sucedidos nas unidades básicas de saúde

Durante as inspeções, os auditores cívicos também foram orientados a buscar iniciativas que pudessem ser replicadas em outros locais. Diante disso, a Controladoria-Geral selecionou seis pessoas para serem homenageadas nesta tarde.

O médico Frederico Coelho, de 56 anos, foi homenageado. Ele é um dos criadores de um sistema que organiza a demanda reprimida por especialista e evita que a pessoa vá até a Clínica da Família 2 de Sobradinho para marcar a consulta pessoalmente. Com a plataforma, o encaminhamento do paciente é on-line, e ele é avisado por telefone. A novidade ainda permite que um médico classifique a necessidade do atendimento baseado na gravidade de cada caso. Ou seja, a fila é por ordem de estado de saúde e não de marcação.

EDIÇÃO: MARINA MERCANTE

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