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Candidatos a prefeito no Entorno gastam R$ 3 milhões em campanhas

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Os dados parciais são referentes aos gastos dos candidatos a prefeito eleitos de 12 municípios do Entorno. Os gastos finais devem ser divulgados até 1º de novembro. Índice de absteção nas cidades foi ligeiramente menor que no pleito anterior

Otávio Augusto

Os prefeitos eleitos nos 12 municípios mais próximos da capital federal gastaram juntos R$ 3.010.612,88 nas campanhas deste ano. Os dados, publicados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fazem parte da primeira prestação de contas. O cálculo final será apresentado pelos políticos no próximo mês e as cifras podem aumentar, sobretudo com os gastos na reta final da disputa. Com base nas informações da Justiça Eleitoral, o Correio levantou as candidaturas mais caras do Entorno. Cristalina, Águas Lindas, Luziânia e Formosa representam 64,6% dos gastos totais do pleito. Juntas, as despesas alcançaram R$ 1.944.867,86.

Na primeira eleição em que empresas estão proibidas de fazer doações para os candidatos a prefeito e a vereador, as campanhas só puderam contar com o financiamento de pessoas físicas. As “vaquinhas” virtuais também são proibidas. Sete políticos financiaram a maior parte de suas campanhas com doações de eleitores. Outros quatro usaram o próprio dinheiro. Somente o prefeito eleito de Planaltina de Goiás, Dr. Davi (PROS), teve financiamento partidário como principal fonte de recursos — ele recebeu R$ 44.617,96 de subsídio, o que representa 93,7% do total da campanha.

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Este ano, 43 políticos disputaram a chefia do Executivo municipal das 12 cidades. O professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB) e consultor político Paulo Kramer acredita que o volume “pequeno” de candidatos é atribuído às dificuldades de se bancar as campanhas. “Na eleição passada, tínhamos o financiamento de pessoas físicas e jurídicas, sobretudo pelas empresas. Acredito que a mudança de regra e a falta de costume do cidadão de doar para políticos desanimaram muitos candidatos”, avalia.

O cientista político João Paulo Peixoto analisou os gastos a pedido do Correio. Para ele, o total de pouco mais de R$ 3 milhões é razoável. Ele destaca que a proibição do financiamento de candidatos por empresas trouxe mais qualidade às campanhas. “Funcionou bem, não houve nenhum problema na eleição. Desse modo, evita-se aquelas superproduções e obriga o candidato a ter um contato mais direto com o eleitor”, explica. O condensamento dos gastos em quatro municípios é visto por ele com cautela. “Precisamos aguardar o julgamento final das contas”, pondera.
Até 1º de novembro, os políticos deverão prestar as contas finais. A desobediência do prazo é considerado infração grave e impede o candidato eleito a assumir o cargo. Além disso, é aberto um processo investigatório na Justiça Eleitoral. “As prestações de contas finais podem ser impugnadas por qualquer partido político, candidato, coligação, Ministério Público ou qualquer outro interessado, no prazo de três dias, contados da publicação de edital pela Justiça Eleitoral. A impugnação deve ser formulada em petição fundamentada, relatando fatos e indicando provas, indícios e circunstâncias”, detalhou o TSE, em nota.

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Abstenção

Dos 605.882 eleitores das 12 cidades limítrofes ao DF, 14,9% não compareceram às urnas. Isso significa que 96.973 não exerceram o direito de votar. Cristalina, com 21,1% de abstenções, Novo Gama, com 19,9%, e Padre Bernardo, com 19,3%, são as que mais tiveram baixas. Os dados fazem parte do consolidado do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), que com a apuração dos votos totalmente terminada divulgou os dados. O índice é 0,72% menor que nas últimas eleições municipais, em 2012. Naquele ano, 92.192 eleitores faltaram ao pleito.

Apesar da queda no cenário geral do Entorno, em oito municípios ocorreram altas nas abstenções, se comparar 2012 com 2016. Em Cocalzinho de Goiás, distante 95km do Plano Piloto, as ausências passaram de 877 eleitores para 2.143. Percentualmente, as faltas subiram de 7,23% para 14,6%. Outra cidade em que houve aumento foi Alexânia. Lá, o índice saiu de 1.606 pessoas para 2.939 — aumento de 9,9% para 15,1%.

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