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Área rural ganha reforço no policiamento

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Ligados ao Comando de Policiamento Ambiental, novos batalhões adotam modelo comunitário, mais próximo da população

MARIANA DAMACENO

AGÊNCIA BRASÍLIA

O contato cada vez maior entre a polícia e a comunidade do Distrito Federal é uma das atuais prioridades do governo.

“A segurança melhorou muito. Antes, era um batalhão [Ambiental] para toda a área, e, hoje, graças à integração dos policiais e da comunidade, tudo está muito bom”, diz o aposentado, que mora no Tororó há quatro anos.

O grupo, que antes reunia algo em torno de cem pessoas, já tem quase 260 participantes e deve ganhar reforço com a criação de um novo canal.Em determinadas áreas, a aproximação já é realidade e tem mudado a vida da população, que enxerga os militares como parceiros.

É o caso de José Raimundo Pinto, de 60 anos, que nos últimos meses viu quase triplicar o número de participantes do grupo que criou no WhatsApp para tratar da segurança no Setor Habitacional Tororó, em Santa Maria.

“A segurança melhorou muito.”José Raimundo Pinto, morador do Setor Habitacional Tororó, em Santa Maria

A mudança a que Pinto se refere é resultado da reestruturação da Polícia Militar em maio, por meio do Decreto nº 37.321. Entre outros pontos, o texto criou o Comando de Policiamento Ambiental, composto por três batalhões rurais (Oeste, Leste e Sul); um de Policiamento Turístico e o Ambiental (que já existia e fazia todo o trabalho dos cinco batalhões antes da reestruturação).

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Com a publicação do decreto, a Polícia Ambiental passou a cumprir apenas sua missão específica, relacionada à fauna e à flora. A produtividade do batalhão aumentou depois da mudança. Em 2015, de abril a agosto, por exemplo, foram resolvidos 34 crimes contra a flora. Neste ano, no mesmo período, foram 51.

“Com a criação desses batalhões, ficou muito bem definida a atuação de cada um”, explica o coronel Rogério Miranda, comandante de Policiamento Ambiental, ao reforçar que fica mais fácil definir ações e estratégias.

Maior integração com a área rural

Com os três batalhões criados para atender exclusivamente a área rural, a integração que tanto agradou a José Raimundo Pinto ficou mais fácil. O primeiro passo das unidades foi fazer o levantamento de todas as associações comunitárias de cada lugar e marcar reuniões.

A rotina ainda envolve operações ostensivas, palestras e visitas constantes aos moradores. “Essas conversas têm característica informal, como um diálogo entre amigos, com café, sentado à mesa”, detalha o comandante. “Isso tudo para que a comunidade crie essa visão de que o policial está ali para ajudar.”

“A comunidade começa a se ajudar e a cuidar do seu vizinho também.”Coronel Rogério Miranda, comandante do Policiamento Ambiental

O objetivo, segundo ele, não é estreitar os laços apenas entre a polícia e a comunidade, mas também fazer com que os próprios moradores passem a conviver mais. “A comunidade começa a se ajudar e a cuidar do seu vizinho também.”

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O batalhão da área Oeste atende a zona rural de Taguatinga, de Brazlândia, de Samambaia, de Ceilândia, de Águas Claras, de Vicente Pires e da Arniqueiras. O da área Leste, de Sobradinho e Sobradinho II, de Planaltina, do Paranoá, de parte de São Sebastião, do Lago Norte, do Varjão, do Jardim Botânico, da Fercal e do Itapoã. Já o da área Sul se concentrará no Gama, no Núcleo Bandeirante, em Santa Maria, no Recanto das Emas, nos Riachos Fundos I e II, na Candangolândia, no Park Way e em parte de São Sebastião.

Bases de apoio móveis e cartilha

Uma mesma equipe de policiais fica responsável por mais de uma área. Para facilitar o contato com os moradores, o comando implementa bases de apoio móveis, que, em horários específicos, visitam locais predeterminados.

Também está sendo finalizada uma cartilha com dicas para a população rural. São cuidados de como evitar furto e roubo de gado ou de equipamentos e insumos agrícolas, por exemplo. Depois que o material estiver pronto, os militares farão uma campanha educativa.

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