Policiais civis decidem manter PCDF Legal e marcam encontro na Esplanada

Depois de rejeitar oferta do GDF, os policiais civis aguardarão até a próxima segunda-feira o avanço das negociações

Isa Stacciarini

Com a recusa da proposta de reajuste apresentada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), delegados decidiram aguardar um novo acordo previsto para segunda-feira. Caso as próximas negociações não avancem, eles pedirão, na terça-feira, a saída do diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, do cargo. A categoria também entrou com um mandado de segurança exigindo a imediata publicação das exonerações dos servidores que entregaram os cargos comissionados de chefia no Diário Oficial do Distrito Federal.
Os policiais deliberaram sobre as ações em assembleia realizada na tarde de ontem, no clube da Associação dos Delegados da Polícia Civil (Adepol). Em outra reunião, em frente ao Palácio do Buriti, os agentes decidiram manter a Operação PCDF Legal e marcaram uma caminhada na terça-feira na Esplanada dos Ministérios, com assembleia. Após a decisão, o grupo invadiu as seis faixas do Eixo Monumental, entoou gritos de “Paridade já” e queimou um caixão diante da sede do Executivo local, simbolizando a “morte” da segurança pública. “Nós não faremos nenhum tipo de greve ou paralisação, mas continuaremos com a PCDF Legal. Também faremos uma passeata pela Esplanada e cravaremos cruzes no gramado do Congresso, simbolizando as mortes violentas ocorridas durante este mandato”, explicou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol), Rodrigo Franco.
Segundo o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo), Rafael Sampaio, a decisão de pedir o afastamento do diretor-geral reforça a saída de todos os servidores que ocupam cargo comissionado. Caso Eric se afaste da função, serviços como operações internas, transferências, nomeações e exonerações serão prejudicados. “O básico funciona. Se você chegar para registar ocorrência, será atendido, mas o excepcional, não. Todas as ações decorrentes da gestão da polícia estão envolvidos com a direção-geral. Grandes operações não poderão ser feitas. As pessoas continuarão nas suas unidades fazendo seu serviço ordinário, apenas”, reforçou.
Rafael reconheceu que a atitude causa prejuízos para a população do DF, mas explicou que a continuidade do movimento é uma forma de fazer com que os servidores sejam respeitados pelo governo. “A gente não quer o prejuízo para a população, mas ele já está aí. O último fim de semana foi o que teve mais tentativas (de homicídio) e homicídios no Distrito Federal. A Polícia Civil não parou, mas passou a funcionar de forma precária”, destacou.
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