Polícia Civil desarticula cartel das próteses no Distrito Federal

Operação da Polícia Civil e do MP investiga o pagamento de propina feito por empresas a médicos ortopedistas que realizam cirurgias de coluna e de quadril em hospitais particulares. Em alguns casos, procedimentos eram feitos sem necessidade. Um servidor da Secretaria de Saúde está envolvido

Carlos Carone

A poeira da Operação Drácon, que investiga distritais em um suposto esquema de corrupção, ainda nem assentou e uma outra ação policial mira desvios de recursos da saúde. A Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco) deflagrou, nesta quinta-feira (1°/9), uma investida para desarticular um esquema criminoso envolvendo cartel formado por hospitais, médicos e empresas fornecedoras de órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs).

Estima-se que cerca de 60 pacientes foram lesados em 2016 somente por uma empresa. O esquema movimenta milhões de reais em cirurgias, equipamentos e propinas. Segundo a Polícia Civil, o grupo tentou matar um paciente que ameaçava denunciar a quadrilha, deixando um arame de 50 cm na jugular dele. Além disso, há casos de cirurgias sabotadas para que o paciente fique sendo operado e gerando lucro para o esquema, utilização de produtos vencidos e troca de próteses mais caras por outras baratas.

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