“Nunca tive relação com ele”, diz Rollemberg sobre gravações de Estevão

Governador e ex-chefe da Casa Civil afirmam que não mantinham contato com Luiz Estevão. Defesa de Valério Neves diz que desconhece áudios feitos por Liliane Roriz

Ana Maria Campos , Otávio Augusto

Após a divulgação de uma conversa de duas horas e 18 minutos entre a deputada Liliane Roriz (PTB), o senador cassado Luiz Estevão e o ex-secretário-geral da Câmara Legislativa Valério Neves, os citados na gravação, como o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e o jornalista e ex-chefe da Casa Civil Hélio Doyle, rebateram as acusações. Os áudios comprometem também o ex-senador Gim Argello e, por isso, foram enviados à força tarefa da Operação Lava-Jato. Ele teria extorquido uma construtora para angariar recursos para a campanha da distrital.

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Na conversa, Estevão dá a entender que tem ampla circulação no governo de Rollemberg. “Eu tenho uma boa interlocução com o governo. Eu falo diretamente com o Rodrigo e com o Hélio a hora que eu quero e da maneira que eu quero”, respondeu à Liliane. O governador, entretanto, nega manter ou ter mantido qualquer relação política ou pessoal com o senador cassado. “Nunca tive relação política, pessoal ou de qualquer natureza com Luiz Estevão”, garante Rollemberg. O último contato entre ele e Estevão teria ocorrido no início do mandato do socialista, numa conversa rápida por telefone, segundo o governador, intermediada pelo então chefe da Casa Civil, Hélio Doyle.
“Ele disse que tinha algumas ideias para apresentar, mas nunca conversamos sobre isso. Nunca o recebi para tratar de qualquer assunto”, ressalta. Sobre a relação de Doyle com Estevão, Rollemberg disse: “Deve ser pela atividade dele como jornalista”.

Para Hélio Doyle, Estevão quis “menosprezar” Liliane como interlocutora com o governo. O jornalista diz nunca ter recebido Estevão no Buriti. “Por duas vezes, ele enviou documentos para mim. O primeiro tinha uma linguagem desaforada e agressiva. Ele reclamava que não estava recebendo aluguéis bastante atrasados de um prédio usado pelo governo. Da outra vez, alertava os órgãos de segurança sobre a possibilidade de invasão de terras dele.”

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