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Médicos presos na Mr. Hyde contaminavam materiais durante cirurgias

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Investigação descobre que equipamentos autorizados e pagos pelos planos de saúde eram inutilizados no momento dos procedimentos. Com isso, médicos ligados à Máfia das Próteses alegavam que era preciso usar, em caráter de emergência, produtos das empresas integrantes do esquema, a custo bem mais alto

Carlos Carone e Guilherme Waltenberg

Conforme avançam as investigações que deram origem à Operação Mr. Hyde, os investigadores descobrem um lado cada vez mais sombrio dos médicos suspeitos de integrar o esquema criminoso praticado pela Máfia das Próteses. Trechos inéditos do inquérito aberto pela Divisão Especial de Repressão Crime Organizado (Deco) mostram que os profissionais chegavam a contaminar as órteses e próteses que deveriam ser usadas nas cirurgias enquanto os pacientes estavam deitados nas mesas cirúrgicas.

De acordo com a apuração da polícia, o material pago e autorizado pelos planos de saúde era inutilizado no momento do procedimento cirúrgico, muitas vez com a pessoa já anestesiada e inconsciente. Dessa forma, os médicos alegavam que era preciso usar órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs) que pertenciam às empresas integrantes do esquema — de valores bem mais caros — em caráter de emergência.

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