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Família procura por mulher desaparecida no DF

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João Paulo Mariano
Especial para o Jornal de Brasília

Enquanto a diarista Maria Socorro Silva corre de um lado para o outro à procura da filha Mônia Maria da Silva, 37 anos, o segundo filho dela, Lucas de Carvalho, tenta não perder a esperança e apoiar a mãe em tudo que pode. Mônia tem transtornos psiquiátricos e não é vista há mais de 20 dias. Em meio a um choro constante pelo medo de não ver a filha novamente, a mãe se diz perdida e não sabe mais o que fazer.

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No dia 20 de agosto, Mônia saiu para ir à igreja. Sem notícias por mais de 24 horas, a diarista procurou a Polícia Civil para registrar ocorrência do desaparecimento. No dia seguinte, Maria Socorro encontrou Mônia em uma igreja evangélica do Gama, região onde a família mora há quase 30 anos. Mas o alívio durou pouco. Em 26 de agosto, a filha disse que ia a um curso preparatório para concursos na área da saúde, na 506 Sul. Esse foi o último dia em que a mulher foi vista.

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Diagnóstico

Mônia sofre de depressão e transtorno bipolar. A mãe dela relata que os sintomas começaram a surgir há alguns anos, quando a filha cursava a faculdade de Serviço Social. Perto da conclusão, a filha, que sempre foi “inteligente e esperta”, teve um surto depois de um problema na matrícula e não conseguiu finalizar o curso. Além disso, ela perdeu o emprego como técnica de enfermagem e passou por um relacionamento abusivo.
Para a mãe, a soma desses fatores fez com que a mulher que “lia muito” precisasse tomar remédios diários para conseguir viver.

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Esperanças

Há cerca de duas semanas, Maria Socorro atendeu a uma chamada no telefone residencial que a fez ter esperança. “Era a voz dela. Eu reconheci. Achava que ela tinha morrido”, afirma Maria.
Naquele dia, muito emocionada e sem conseguir falar direito, Maria passou o telefone para a irmã. Para sua tristeza, as palavras da filha foram duras: “Ela disse que não quer voltar para casa e que era para pararem de procurá-la”.

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Resistência ao problema

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Maria não se contentou com a ligação da filha, pela qual anunciou a vontade de se afastar. A diarista está convicta de que a mulher tem esse comportamento porque está sem tomar a medicação necessária ao tratamento.
Para Maria, a filha tem medo de ser internada e nunca aceitou a doença. “Ela sempre dizia que estava bem, que não precisava de remédio. Só quero minha filha de volta”, desabafa.

O irmão de Mônia, Lucas de Carvalho, reclama de que as autoridades não estão ajudando. Eles querem que a Polícia Civil ou a Justiça permitam o acesso à movimentação bancária da desaparecida. Assim, seria possível chegar até ela.

Lucas aconselhou a mãe a procurar a Defensoria Pública para tentar, por meio de decisão judicial, uma forma de ter acesso a informações pessoais da filha. Ela pretende ir ainda hoje ao órgão, cheia de esperança de conseguir alguma nova pista.

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A última vez que alguém viu Mônia foi no Setor Comercial Sul. A família já procurou por ela no Gama, Taguatinga, Plano Piloto e em todos os locais que as pessoas indicam ter visto a mulher. “Não tenho mais onde recorrer. Quero ajuda de quem puder”, suplica.

Ajude a encontrá-la
Contato
Quem tiver informações de Mônia Maria da Silva Carvalho pode ligar nos números 99171-2872, 98328-1627 ou 98242-6751.

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