Ex-diretor do Fundo de Saúde orientou CLDF na emenda da propina

Afirmação foi feita por Ricardo Cardoso em depoimento prestado ao MPDFT. Ex-gestor contou ainda que a emenda investigada pela Operação Drácon teve que ser refeita para incluir a Intensicare, terceirizada responsável pela UTI do Hospital Regional de Santa Maria

O ex-presidente do Fundo de Saúde do Distrito Federal Ricardo Cardoso afirmou, em depoimento ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que orientou a Mesa Diretora da Câmara Legislativa (CLDF) a elaborar a emenda suspeita de servir para a distribuição de propina a distritais. A norma permitiu a destinação de uma sobra orçamentária da Casa de R$ 51 milhões para o pagamento de dívidas na Saúde.

O projeto de lei no qual consta a emenda está no cerne das apurações da Operação Drácon, do MPDFT e da Polícia Civil. Os investigadores querem saber se os deputados cobraram suborno em troca da liberação de recursos para o GDF quitar débitos com empresas que administram unidades de terapia intensiva (UTIs) na rede pública. Esses pagamentos “furaram a fila” de outros credores do governo local.

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O argumento que Ricardo Cardoso sugeriu aos distritais para justificar a quebra na ordem cronológica dos pagamentos foi que alegar que a medida era baseada “no interesse público”. As declarações fazem parte do depoimento que o ex-gestor prestou a investigadores do MPDFT e do Ministério Público de Contas (MPC) em 8 de agosto, e fazem parte do inquérito da Operação Drácon.

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