Disputa para prefeito e vereador em Águas Lindas mobiliza população

Comunidade reclama que promessas ficam no papel e brigam por saúde e segurança, entre as áreas com maior prioridade

Em menos de 30 dias, os eleitores do Entorno do Distrito Federal comparecerão às urnas para definir quem será o novo prefeito e os vereadores da cidade. A corrida agora é para garantir o voto dos indecisos. Para isso, todo esforço é pouco: acordar cedo, ir ao comércio antes das 8h, distribuir panfletos, santinhos e adesivos e investir nos carros de som e em bandeirolas nas vias da cidade. Nesse sentido, Águas Lindas de Goiás tem respirado política. São quatro concorrentes disputando a Prefeitura, um pela reeleição. Para os vereadores, no entanto, a guerra será ainda mais trabalhosa, com 344 candidatos para apenas 13 vagas.

Até agora, sete concorrentes a vereador foram impugnados por problemas na documentação apresentada para o registro eleitoral. Um, porém, já foi declarado ficha suja e está fora. Segundo informações da Promotoria Eleitoral de Águas Lindas, as candidaturas só estarão finalizadas a partir da próxima semana, quando termina o prazo para análise das inscrições. Então, o número de candidatos poderá diminuir ou aumentar até lá.

Para a cadeira da prefeitura, algumas pesquisas de intenção de voto foram feitas, mas nenhuma validada no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás ou na Zona Eleitoral de Águas Lindas. O atual prefeito, Hildo do Candango (PSDB), Ênio Tatico (PMDB), Geraldo Messias (PTC) e Tullio (DEM) são os candidatos. Qualquer um que ganhar terá pela frente 10 secretarias para administrar, um orçamento anual na faixa de R$ 385,9 milhões, a exemplo da receita aprovada para o município no ano passado, e alguns desafios, como a entrega do Hospital Geral da cidade. A obra é uma das mais cobradas pelos moradores da região e está atrasada.

O governo retomou a construção em julho do ano passado, prevista para ser finalizada em março. Sem uma unidade de saúde para atender prioritariamente a população de Águas Lindas, a comunidade precisa recorrer a hospitais do DF, como o de Brazlândia e o de Taguatinga. Caso do pedreiro Paulo da Silva Tavares, 34 anos. Ele mora com a esposa e os quatro filhos, de 13, 11, 8 e 2 anos. Na hora do aperto, corre para alguma dessas regiões administrativas. “Tem o Bom Jesus, mas está sempre lotado, quase não tem médico, então, fica muito difícil atendimento lá”, explicou Paulo.

Adicionar Comentário

Clique aqui para adicionar um comentário

5 × três =

Send this to a friend